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O senso comum é arbitrário, tradicional e politicamente incorreto?


Penso que você entenderá melhor esta reflexão se, antes, tiver visto senso crítico.

O senso comum é arbitrário, tradicional, sem fundamentações científicas, tolo, manipulado, preguiçoso e ainda é responsável por tudo o que podemos considerar politicamente incorreto?

Conceituação de senso comum.

Em todos os textos produzidos por defensores da Nova Escola que conceituam o que seria senso crítico, há, na apresentação do que seja senso comum, certa depreciação deste. Há associação direta dele com tudo que seja politicamente incorreto.

https://www.todamateria.com.br/senso-comum/, assinado pela professora de História Juliana Bezerra. O Senso Comum é a soma dos saberes do cotidiano e é formado a partir de hábitos, crenças, preconceitos e tradições.

Na filosofia, o termo é utilizado para explicar as interpretações feitas pelos indivíduos à realidade que os cercam sem estudos prévios ou provas científicas.

Características. O senso comum é transmitido de geração para geração nas sociedades. Por meio dele, o homem embasa o cotidiano e explica a realidade em que vive.

O senso comum tem como característica a subjetividade que reflete sentimentos e opiniões construídos por um grupo de indivíduos. Por conseguinte, pode variar de pessoa para pessoa e de grupo para grupo...

Há um sem número de "verdades" que nos foram passadas pelo senso comum através de tradições históricas, familiares e culturais. Vejamos algumas delas.

Penso que seria interessante saber como a Educação do nosso estado compreende a questão:  http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/filosofia/0072.html.

“ ... O senso comum não se preocupa em buscar informações sobre os assuntos que está a julgar. Preocupa-se apenas em proferir uma sentença conclusiva, definitiva e que julga ser irrefutável. “Os políticos são bandidos”; “não gosto de política”. Pessoas que baseiam sua direção no senso comum não se preocupam em pesquisar o que os políticos de sua câmara de vereadores, por exemplo, fazem todos os dias. Em tempos de internet, em que as pautas de discussão são colocadas diariamente a público, em que o acesso ao gabinete de qualquer parlamentar é facilitado pelas contas de e-mail, Orkut, Facebook e até Twitter, a falta de interesse em buscar, em pesquisar fica mais evidente. Trata-se de dizer o mais cômodo: “são bandidos”. “

 

Reflexão 01. Há alteração do conceito de senso comum e senso crítico.

É nítido e notório que identificam o senso comum – o que seria decorrente das tradições e da cultura – como arbitrário, manipulado, preguiçoso, sem comprovação ou um mínimo de análise ou crítica, enfim, que carrega tudo o que podemos considerar de politicamente incorreto, tolo e manipulado. Ignoram que o senso comum é algo social, sempre atualizado pelo tempo e pela sociedade. Ou era, estamos no tempo em que tudo é manipulado conforme interesses, até os conceitos.

 

Reflexão 02. Qual o interesse em mudar os conceitos de senso comum e senso crítico?

Reparou que em todos os locais em que procuramos os conceitos destes sensos encontramos a depreciação dos saberes antigos? Já observou o desprezo de parte dos mais jovens pela experiência e pela cultura dos antigos da própria cultura, mas admiração pela experiência e cultura de povos distantes? Que isto é uma informação ampla e irrestritamente divulgada e fortalecida em mídias e no ambiente escolar?

Relembrando as Foggy News, observo que as disputas dentro da própria sociedade facilitam o controle social e a exploração dos recursos do país. Sabemos que sempre as novas gerações procuraram aprimorar as antigas, mas é a primeira vez que procuram combatê-las quaisquer que sejam.

Você concorda com a afirmação: sabemos que há muito a combater e aprimorar nas culturas antigas, mas o antagonismo amplo intergerações é apenas mais um dos mecanismos de controle social e exploração nacional.

 

Reflexão 03. Senso comum é arbitrário, tradicional e politicamente incorreto, devendo ser combatido. É fake, fato, falácia ou o quê?

A máxima – o senso comum é arbitrário, tradicional e politicamente incorreto, devendo ser combatido – poder ser um fato ou uma falácia conforme as crenças do locutor.

Se você acredita que a cultura pode ser aprimorada, você trocaria o adjunto adverbial. Defenderia: Senso comum é arbitrário, tradicional e politicamente incorreto, devendo ser revisto, corrigido e aprimorado. Eu me incluo aqui.

Se você acredita ser isto impossível, então a oração é um fato. Neste caso pergunto: por que uma cultura que vem pelas mídias e pela Educação, que são ambas influenciadas pelo grande capital, que aparentam ser nebulosas, seria a melhor opção? Eu, neste caso, ainda aguardo outra opção, menos nebulosa, com menos agressividade intergrupos, com menos donos da verdade.

 

Reflexão 04. Como aprimorar a cultura?

Não duvido que talvez fosse necessário resetar quase todos os hábitos culturais para eliminarmos tudo que é politicamente incorreto.

Vemos as alterações na instituição família, por exemplo. Sabemos que poderíamos eliminá-la, bastando que criar filhos fosse atribuição de alguns, uma profissão ou ocupação, e a grande maioria se dedicasse a aproveitar a própria vida, evitando as mazelas do convívio a dois e dos sacrifícios da criação dos filhos. Não teríamos mais as brigas entre cunhados, a disputa por herança e as fofocas familiares. Nem os primos e irmãos como primeiros amigos, nem apoio familiar. Mas gostaria de ter mais certeza que os benefícios superarão as perdas, que será melhor para os filhos e para os pais. 

Instituições que evitam a pedofilia, o incesto e o canibalismo, por exemplo, ainda estão em fase inicial de serem revistas e, como alguns teóricos já se posicionam, canceladas.

Ficaríamos ainda com a questão: como nos comportar com as outras culturas? Os mesmos que depreciam ferrenhamente a própria cultura são fervorosos defensores da cultura de outros povos. Defendem, por exemplo, os indígenas. Todas as culturas indígenas são sexistas, machistas, heteronormativas e racistas (via de regra defendem e acreditam que os povos da floresta são melhores que os outros). E, à época da invasão europeia às Américas, eram canibais. Descendentes de invasores a 500 anos devem ter a cultura eliminada, mas não a dos canibais? Ora, este grupo continua misógino e racista (acreditam que os povos da floresta são superiores) e não vemos nenhum comentário acusativo. Por que eles podem e os nossos antepassados, não? Certamente não estou defendendo misoginia ou racismo, mas gostaria a luta contra fosse mais ampla.

Não diviso saldo positivo numa sociedade que nega todas as experiências de seus antepassados, me posiciono a favor de melhorias, não de substituição da cultura. Mas não duvido que possamos produzir uma melhor. O que não confio é numa cultura que, aparentemente, adoece, empobrece, emburrece e divide a sociedade.

Contudo muito me interesso por opções. O que você poderia sugerir para combater as Foggy News?

Se o leitor se ocupar em responder as questões e ponderar as observações, provavelmente concluirá que, ideologia por ideologia, todas têm suas falhas e têm onde podem serem aprimoradas. Por exemplo. Hoje em dia é muito mais difícil de encontrarmos demonstrações de homofobia, sexismo e racismo que a cinquenta anos. Ao mesmo tempo, bem mais fácil de encontrarmos fobia às próprias tradições (traditumfobia), falta de empatia e falta de respeito.

 

Foggy News?

Toda informação que emburrece, seja verdadeira ou não, é uma Foggy News. A finalidade explícita e implícita do uso atual das expressões senso crítico e senso comum é sumariamente combater os saberes antigos, a organização social, a sensação de povo e de patriotismo de uma população. Penso eu, para controlar e explorar esse mesmo povo.

 

Melhorando o conceito de senso comum

Sabe as primeiras orações destacadas no site da Educação do Estado, copiadas acima? O senso comum não se preocupa em buscar informações sobre os assuntos que está a julgar. Preocupa-se apenas em proferir uma sentença conclusiva, definitiva e que julga ser irrefutável? Pois é, é exatamente o que os defensores do senso crítico fazem com o senso comum: têm um conceito pejorativo, único, depreciativo e asqueroso do senso, preocupam-se apenas em proferir uma sentença conclusiva, definitiva e que julgam ser irrefutável.

Tanta disputa, por si só, fortalece o movimento que destacamos: a concentração de renda nas mãos dos mesmos porque promove a agressividade intergrupos.

Quanto ao significado do site significados (https://www.significados.com.br/senso-comum/).

A capacidade de refletir sobre os assuntos está relacionada com a educação recebida por cada indivíduo. Existe uma ideologia dominante (conjunto de crenças, valores e opiniões) veiculada na política, religião, meios de comunicação ou outros grupos, que procura manipular as pessoas para que não questionem; para que aceitem o que lhes for imposto sem ponderar ou investigar a verdade.

Avalie a asserção. A referência é pertinente, mas deveria ser complementada com:

Até o século XIX a influência era gerada pela ideologia dos antepassados. Na atualidade a ideologia dominante tem origem nos veículos de mídia, sob a batuta do grande capital.

 

Quanto à questão O senso comum é arbitrário, tradicional e politicamente incorreto:

·        Todo conceito é arbitrário, é um acordo entre membros da sociedade. Inclusive o de senso crítico.

·        Todo conceito se atualiza pelos mais novos até a sua próxima revisão.

·        Quanto ao fato de o senso comum ser politicamente incorreto, isto aparenta ser uma confusão gerada para uso político. Todo conceito tem de se tornar senso comum no grupo em que é utilizado, caso contrário entra em desuso. Seja politicamente correto ou não. A associação da expressão ou das atribuições do politicamente incorreto ao conceito de senso comum aparenta ter cunho ideológico, pois o perverte, provavelmente visando depreciar as tradições para afetar a organização de países.

Concorda ou não?

 

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