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Inocência útil 08

Ricos só querem dinheiro


Taí outra asserção característica de inocentes úteis: ricos só pensam em acumular dinheiro; ricos só querem dinheiro; dinheiro é prioridade para pessoas ricas.

Dinheiro é importante para todos, não apenas para ricos. Há certa hipocrisia alguém falar que ricos querem dinheiro, como se só estes quisessem. Pobres são tão ou mais carentes que os ricos, não entendo como alguém acredita que pessoas pobres ou empobrecidas desejam menos adquirir dinheiro que pessoas ricas.

Mas, para explorar bem esta questão, vamos separar os ricos em dois grupos. Aqueles com patrimônio entre um e dez milhões de reais – os ricos – e os com patrimônio acima de um bilhão de dólares – os suprarricos.

Ricos só pensam em dinheiro?

Tanto ricos quanto pobres afirmam: prefiro saúde! Amor acima de tudo! Família, dinheiro depois. Ora, sem dinheiro, você não consegue pagar um plano de saúde para a sua família, e não lhe sobrará tempo para curti-la. Sem comida na mesa os amores se abalam e até fenecem. Já pensou em ser feliz sem ter um teto sobre sua cabeça, um prato na mesa e roupa para protegê-lo e aos seus? Dinheiro não costuma ser mais importante que os filhos nem para os pobres, nem para os ricos, apesar de muitos casos de abandono ou desvalor. Mas dá para ser feliz com um filho passando fome ou precisando de atendimento médico e vê-lo numa fila sofrendo por horas aguardando o atendimento? Assim é com todos, inclusive com os ricos. Eles também se preocupam com valores.

Ah, os ricos exploram os pobres por dinheiro. Sim, empreendedores têm questões a resolver. Se tiverem custo total muito acima dos concorrentes, acabarão perdendo seu investimento. Por isto tendem a pagar o mínimo possível, nunca o máximo. O mesmo ocorre com qualquer empreendedor. Quando um pedreiro assume um serviço maior e contrata profissionais e serventes da construção: os trata melhor que os empresários maiores do ramo? Quando uma manicure, já com boa clientela, resolve empreender num salão de beleza, o trato que dá aos funcionários é sempre assim tão melhor que uma empresária rica que abra um outro salão? Ora, as questões de valor são inerentes ao mercado, todo empreendedor precisa se adaptar ao mercado ou fechará seu negócio. Empreendedores tanto ricos quanto pobres precisam tomar seus cuidados. Por que os ricos são taxados de exploradores?

Ricos têm mais preocupações com dinheiro que os pobres? Ricos se preocupam em não perder posições sociais, mordomias, patrimônio e poderes. Creio que pobres se preocupam em conseguir as mesmas coisas. Mesmo assim é engano dizer que por ser rica uma pessoa se preocupa mais com valores que pobres.

Reflexão: a primeira coisa a refletir é que o dinheiro não tem valor só para os ricos, é hipocrisia dizer que os ricos só se preocupam com dinheiro. Pobres também valorizam o dinheiro e sabem da sua importância, muitas vezes muito mais preocupados com ele. Se não hipocrisia, alienação. Inocência útil certamente, pois esta crença é utilizada para controle social (aumentar a divisão intergrupos).

Pessoas ricas precisam de dinheiro para manter status, viajar, manter a casa própria, por exemplo. O que confirma que, assim como aos pobres, a preocupação e valorização não é apenas pelo dinheiro, mas pelo que ele pode fornecer de saúde, segurança, estabilidade, prazer e ostentação. Ou não há ostentação entre os pobres?

Por que se acusa tanto os ricos de avareza?

Não precisamos pensar muito para compreender o uso que se faz da crença que os ricos exploram os pobres. A divisão da sociedade em muitos grupos é fundamental para a exploração do país e controle do povo. Povo desunido e dividido (comunidade LGBTT+ x heteros, pessoas de pele clara x de pele escura, mulheres x homens e tantas outras divisões) é bem mais fácil de ser controlado.

O que importa ao sistema é as divisões sociais, para que o povo não só não se uma contra a exploração, mas também acuse o outro grupo por ela, quase que isentando os verdadeiros exploradores.

Suprarricos só pensam em dinheiro?

Pense em pessoas com patrimônio acima de um bilhão de dólares, com poderes de influenciar governos.

Ah, estes sim, só pensam em dinheiro! Costumo ouvir nas aulas e seções individuais.

Você acha que estas pessoas têm as mesmas faltas e preocupações com alimentação, moradia, segurança e viagens que uma pessoa muito rica, digamos com patrimônio de cinco milhões de reais? 

Muito ingênuo quem pensa que os suprarricos estão interessados em dinheiro e naquilo que ele pode comprar, como a grande maioria da sociedade. A necessidade deles é outro: poder! Os suprarricos estão muito mais interessados em se manterem suprarricos do que em conseguir dinheiro para comprar a próxima ilha. Eles precisam eliminar ricos que poderiam, um dia, lhes derrubar. Não é à toa que está havendo concentração de renda nas mãos de cada vez menos pessoas, que os ricos estão diminuindo de número e até de patrimônio, que a Avon comprou a Natura, que a alemã Bayer comprou a norteamericana Monsanto, que tantos governos financiam empresários a concentrar valores e poder. Não pelo valor em si, mas pelo poder que o acompanha.

Então, para não perder o foco: pesquise pessoas ou famílias mais ricas do mundo. Acredite: estes não estão preocupados com valores para comprar o próximo iate, mas em reduzir o poder de todos os outros, principalmente dos super-ricos.

Reflexão. Sabemos que há relação direta entre dinheiro e poder. E como as pessoas geralmente precisam mais de dinheiro para o seu sustento, manutenção e mordomias, acreditam e concluem que o que todos querem é dinheiro. Mas há poderosos que priorizam outra coisa: o poder. Absorver fortunas e poderes é a meta, não o dinheiro em si.  

Reflexão.

Entendemos que os pobres precisem de dinheiro para sobreviver e, quando dá, para viver. Entendo que os comerciantes e empresários precisam muito dos valores para se segurarem e aos seus empreendimentos. Até os grandes empresários precisam de dinheiro. Mesmo que você ou alguém tenha um milhão de dólares, o que dá para comprar tudo o que quiser por toda a sua vida, sei que vai desejar ter mais dinheiro. Mas quando se tem mil vezes um milhão de dólares, e há só um pouco mais de duas mil pessoas no mundo com um bilhão ou mais, a preocupação é outra: a própria sobrevivência no grupo dos suprarricos.

Quanto mais se tem, mais se tem para perder, mais poderosos ambiciosos, inclusive políticos, se aproximam tentando abocanhar um naco. Grandes fortunas não investem em política só para aumentar suas fortunas. Se envolvem com a política principalmente para garantir a sua sobrevivência e, se possível, absorver ou eliminar outros super-ricos.

Já pesquisou como JBS (Friboi) comprou vários frigoríficos pelo Brasil?

Como e por quê a Natura comprou a Avon? Já não tinha certa estabilidade?

Reparou que muitos mercadinhos foram comprados ou se uniram formando um supermercado para não fecharem suas portas?

Como foi a derrocada do Eike Batista? Quem ficou com a sua fortuna?

De tantas grandes empresas que foram falidas ou compradas, você lembra quem ficou com o capital perdido?

Reflita: a União Europeia, nos seus primeiros dez anos, conseguiu o feito de facilitar que empresários de outros países – os supraempresários – absorvessem mais da metade das empresas nacionais. Sessenta porcento das empresas europeias deixaram de existir em dez anos enquanto as multinacionais aumentaram seu poderio pelo mundo. A globalização é boa pra quem mesmo?

Objetivos do suprarrico

Fácil entender que, por ser extremamente rico, os super-ricos têm duas preocupações:

·        Evitar ser derrubado por outro forte do mesmo ramo.

·        Procurar derrubar os outros fortes do mesmo ramo.

Cunhei um nome pra isto: Canibalismo empresarial.

Por isto as empresas prosperam a uma taxa bem maior que a do aumento de população e da tecnologia no mundo: elas absorvem outras empresas, criam novos mercados que capturam investimentos de outros mercados, atraem clientes de concorrentes. Por outro lado, diminui o número de empresários e empresas.

O canibalismo empresarial é uma das formas de concentração de renda nas mãos de cada vez menos pessoas. E sabe como se consegue isto? Um dos mecanismos é o próprio povo, que consegue onerar, cancelar e boicotar empresas nacionais, mas não as internacionais. Mesmo que tentem, estas empresas detêm influência sobre as mídias ou são as próprias mídias. Itaú e outros bancos, supermercados internacionais, laboratórios famosos, tantas outras marcas internacionais, o Google, a AMBEV e outros. Você acredita que o povo brasileiro boicotaria cervejas?

Grandes empresários e banqueiros só pensam em mais dinheiro? Falso e, ainda por cima, Foggy News – enquanto você acredita nisso você é convocado e participa do jogo em favor dessas empresas, já que não tem noção do que está acontecendo.

No Brasil a AMBEV já adquiriu quase todas as cervejarias do país. Sócios da Ambev estão na Forbes, um deles é o segundo brasileiro mais rico por lá. Era o primeiro, mas agora em 2021 foi ultrapassado pelo brasileiro que é sócio do Google. Alguém no Brasil faria boicote deixando de beber suas cervejas ou de anunciar seus serviços no Google?

O Terceiro homem mais rico do Brasil de acordo com a Forbes está ligado à Nova Escola.

Bancários estão sempre em campanha para mostrar a faceta empresarial dos banqueiros. Alguém conseguiria prejudica-los?

E, caso consiga prejudicar um dos suprarricos, os outros agradecerão: menos concorrência, mais poder centralizado nas mãos de cada vez menos pessoas.

Reflexão. O que se disputa hoje não é dinheiro, é poder. Por isto suprarricos investem no empobrecimento das nações. E ainda convocam a população para combater os super-ricos, empresários e outros que poderiam, um dia, se unir ou conseguir levar um suprarrico à bancarrota. Entende?

 

Continua em IU10

 


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