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Introdução 01

Grupo de Reflexões Inteligência e Política


Há mais de quatro décadas me interesso pelas melhorias mnemônicas e comportamentais. Memória, aprendizado, concentração, resistência, resiliência, lógica, enfim, atitudes que visam autoconhecimento, solução de problemas e autodesenvolvimento.

Nesse contexto, é claro, regularmente aparece a questão: o que seria inteligência? Muitas vezes ela é associada ao raciocínio lógico-dedutivo, mas também pode ser boa memória, capacidade de resolver problemas, concentração, graduação, insight, percepção e até paciência. E há até quem defenda que alguns dons como da música, da dança e da composição são outros tipos de inteligência.  

Tendência atual de não influenciar a inteligência

Nas últimas décadas alguns novos conceitos para a inteligência foram apresentados e alguns teóricos, justamente os preferidos do Grande Capital, resolveram desprezar os métodos antigos de desenvolvimento dela. Acreditam que devemos deixar que as inteligências, dons e personalidades se manifestem naturalmente, evitando imposições, cobranças, opressão e castração das individualidades. Como se treinar as inteligências fosse arcaico, primitivo, opressor ou, no mínimo, desnecessário.

Por que os conceitos antigos de inteligência são desprezados na atualidade e por que tanto esforço em fazê-los sucumbir? Por que tantas crenças sociais definidas a partir da Política e da Educação enuviam as inteligências e constroem uma população cada vez mais emburrecida, agressiva, empobrecida e psicologicamente sofredora? Ainda não encontro outra explicação que esta: povo emburrecido é mais fácil de ser controlado e explorado, há cada vez mais movimentos emburrecedores promovidos pelas mídias, financiados pelo Grande Capital e reproduzidos na Educação e na Cultura.

E, para fortalecer essa teoria, temos as pesquisas que mostram que a inteligência vem diminuindo em todo o mundo. Ora, parece propício discutir esse tema e rever os conceitos.

Política e inteligência

Eu até gostaria de falar de inteligência sem me envolver com política, mas não dá. Veremos que mesmo para conceituar o que seria inteligência seremos atravessados por dinâmicas globalistas e globalizantes. Se não identificarmos as influências sócio-político-econômicas nas crenças e saberes humanos, penso que não alcançaríamos a gravidade da situação: o emburrecimento e o obscurecimento da inteligência têm ligação direta e intencional com o aumento da concentração de renda e poder. E ainda com o aumento do sofrimento humano – mais casos de depressão, ansiedade, angústia, suicídios e problemas mentais, apesar do discurso em contrário – nas mídias sociais praticamente só há pessoas em ótimo estado de espírito. Crianças, por exemplo, estão cada vez mais com o TDAH ou outra sigla para agressividade e falta de atenção.

Precisaremos falar de nossas crenças e saberes. Sei que nossos saberes nos parecem naturais, equilibrados, racionais, manifestados a partir do nosso interior (ou natureza), incorruptíveis e isentos de influência das mídias. São, de fato, impregnados de fora para dentro, mas nossa natureza nos impede de reconhecer isto em nós mesmos.

Até percebemos isto facilmente, mas apenas nos outros. É-nos muito fácil perceber como as mídias, a Educação, a religião, a família, a publicidade e os amigos influenciam as outras pessoas. Muito fácil mesmo. Mas nunca nós mesmos. Faz parte de nossa natureza sentir que nós temos saber próprio, certa imunidade ao controle social, que nossas atitudes são razoavelmente isentas de influência externa, naturais, coisas assim. Até concordamos que há muitas crenças divulgadas e produzidas na nossa sociedade com o intuito provável de garantir o controle social, mas só percebemos isto acontecendo com os outros. Assim a burrice e outros comportamentos produzidos por estas crenças, defendidas por muitos, se propagam e facilitam o controle social e a concentração de poder. Se outrora eram definidas pela cultura ancestral, hoje são engenhosamente controladas de fora utilizando as mídias. Precisamos rever os papéis da mídia e da cultura no comportamento e ideário das pessoas.

Qualquer que seja o conceito que desejemos utilizar para inteligência, ele irá esbarrar em conceitos intuitivos, saberes populares, interesses culturais e notícias nebulosas. Estes conceitos e crenças, assim como possíveis usos políticos, fazem parte do conteúdo do grupo de estudo e reflexão.

VídeoRH ip01ff. Apresentação do grupo de reflexões. https://youtu.be/PTN0OdB5rSk

 

Continua em introdução 02

 


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