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Conceito de Energia na Saúde

Pra você entender os fundamentos das medicinas antigas

 


 

Vejamos quando o conceito de energia passou a integrar o saber médico. Na verdade, foi fundamental para diferenciar Medicina das medicinas antigas.

No texto Por que o pai da Medicina é Hipócrates e não um chinês? comentei que Hipócrates é reconhecido como o Pai da Medicina porque foi o primeiro homem a sistematizar técnicas de tratamento e cura sem reconhecer entidades malignas nos processos de adoecimento.

Antes dele pajés, curandeiros, sacerdotes, bruxos e a população acreditavam que as doenças eram incorporações. A Febre caracterizava que o demônio do Fogo estava presente, a agitação que o do Vento e assim por diante.

Por isto os quatro elementais da Natureza. Como a água abaixa a febre, acreditavam que ela deveria conter entidades que combatessem o demônio do Fogo: os ondinos. O mesmo com o vento: os silfos. E assim por diante: gnomos ou anões da Terra e salamandras do Fogo. Afinal lugares aquecidos e secos não são indicados para combater quadros em que a pessoa está encatarrada ou com outras secreções? Então: o fogo deve conter entidades que combatem o demônio da Água, no caso, as salamandras são os elementais do Fogo.

Praticar curandeísmo ou sacerdotismo era dominar técnicas que combatessem os males, certamente todos provocados por demônios. Na Grécia eram quatro, depois oito, que se tornaram os oito agressores na Medicina Tradicional Chinesa de hoje em dia.

Ou seja, nas medicinas antigas os males eram provocados por entidades, não por distúrbios energéticos.

Por que na Grécia, no século V aC?

Por causa das guerras entre as cidades gregas. Houve aumento do número de feridos. Hipócrates tem vários textos dedicados a descrever amputações (cerca de 50% de seus pacientes destes casos vieram a falecer) e que serviram de base para a Medicina até o século XVIII.

Nessa época apareceu a sangria, técnica que retira um pouco de sangue com o objetivo de promover reações de cura. Para praticá-la, como veremos abaixo, será necessária boa assepsia e orientações quanto aos locais para sangrar.

Não sabemos quem foi o primeiro a sistematizar a sangria, mas Hipócrates foi o primeiro a escrever sobre isto, daí ser escolhido para ser o Pai da Medicina.

Por que médicos substituíram curandeiros e sacerdotes na Grécia antiga nos processos de cura?

Nos textos bíblicos, o verbo curar (doenças) está sempre associado ao de exorcizar. Há livros bíblicos que relatam o mesmo caso com palavras diferentes: num Jesus curou leprosos e, no outro, exorcizou demônios promovendo a cura. Então como os médicos passaram a ocupar o cargo que era dos líderes espirituais?

Pense. Numa época em que não se conheciam os vírus nem as bactérias. Os vírus só foram vistos nos primeiros anos do século XX. Como fazer uma sangria, tratar um corte e proceder uma amputação sem assepsia? Pois é: devido ao aparecimento das sangrias e das feridas de guerra, o domínio das técnicas de assepsia se tornaram mais importantes que o conhecimento dos demônios. Um grupo de pessoas passaram a cuidar do exército e dos abastardos sem serem sacerdotes. Foi assim que apareceu a Medicina. Os mais pobres só tiveram esta oportunidade lá pelo século XVIII, na Europa, quando as suas doenças se tornaram regulares entre a corte. Mas isto é assunto para outro texto.

Sangria funciona?

Considere casos de anemia, dor nas costas, insônia, TPM, cólica menstrual, virose, dor em geral e mordida de marimbondo. Em algum destes casos a sangria faria efeito?

Pois é, a resposta é: em todos!

A pequena perda de sangue promove reação imediata na produção de mais sangue. Isto quer dizer: glóbulos brancos, vermelhos e hormônios em geral. Assim a sangria tem efeito em todos os quadros comentados. Mesmo que nem sempre os cure, pelo menos consegue algum efeito positivo.

Sanguessugas e Auto-hemoterapia

Sanguessugas e, na atualidade, a auto-hemoterapia conseguem efeitos bem similares à sangria. Como os povos antigos, seus defensores, em vez de reconhecerem os mecanismos de ação, preferem explicações energéticas, daí a indiferença ou recusa de alguns. Se valorizassem Fisiologia saberiam com mais maestria onde esta terapia consegue mais eficácia e onde ela pode ser substituída com vantagens. 

Assepsia

Certamente não foram os gregos que inventaram as técnicas de assepsia. Vou relatar uma prática e teoria muito antiga, comum a muitos povos primitivos. Por ocasião do parto e para o tratamento de feridas, era comum o uso de toalhas fervidas. Em filmes de época, no momento em que um parto está ocorrendo, há o trânsito de pessoas com bacias de água fervida e panos lá mantidos durante algum parto.

Cada povo tem a sua Filosofia, mas esta era comum, confirmada pelos fatos: o demônio da Terra, aquele que decompõe o corpo após a morte e o qual tentavam combater com as mumificações, entra no corpo por algum corte. Especialmente se um pouco de terra for aplicada sobre a ferida ou durante o parto. Sua contraparte da Terra é o Céu e o Sol, que distam da terra e da Terra. Assim eles colocavam água para ferver com panos, para capturar as entidades do Fogo e do Vento (secura), e a aplicava ou aos panos na ferida ou parturiente, no intuito de afastar o demônio da Terra. Assim medicina antiga se mistura com rituais e combate a demônios. E parteiras, às bruxas.

Com o aparecimento das sangrias e aumento das feridas pelo aumento das guerras, pessoas comuns, não sacerdotes, curandeiros e pajés, passaram a tratar dos feridos e dos doentes. Hipócrates era médico de exército e sistematizou até a ética profissional, daí seu título.

Mudança de paradigma 

Imagine o problema: pessoas estavam curando males sem serem curandeiras ou sacerdotes. Retiravam sangue, mas não conseguiam ver ali nem o demônio, nem a sua manifestação. O sangue não saía mais quente, nem mais agitado, nem mais aguado tampouco endurecido conforme estivessem sido exorcizado os respectivos demônios. Como compreender?

Foi assim que o conceito de energia entrou para a Medicina: concluíram que a doença é um miasma (energia negativa) que pode ser expulso junto com o sangue caso de pratique com eficácia a devida sangria.

Mas não foi o único conceito que apareceu à época e que ainda é utilizado pelas medicinas antigas. Canais de energia também.

Canais de energia

Considere: quem pratica a sangria não pode furar em qualquer lugar. Não pode perfurar um linfângio, uma artéria ou uma víscera. Não pode lesar um ligamento nem áreas sensíveis. Ora, a cartografia de pontos que podem ser perfurados precisa ter sido desenvolvida junto a sangria.

Perguntas ainda sem resposta

Sabemos que os meridianos de acupuntura só foram identificados ao início do século XX, mas acabamos de concluir que a energia que circula em canais específicos é contemporânea a Hipócrates. E que esta prática demanda uma cartografia (pontos em que a sangria não é prejudicial, mas benéfica). Por que os pontos de acupuntura (punção de pontos) são associados a chineses e a prática da sangria (que também é punção de pontos), aos gregos?

Por que as obras de Hipócrates não têm divulgação? Em qual biblioteca pública ou mesmo universitária com fácil acesso podemos adquirir um exemplar de uma das obras de Hipócrates para consulta?

 

 


 

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