IB03.20

Vicissitudes nos testes de QI


Sabemos que os testes de QI recebem muitas críticas. Mas posso especular duas situações que me exigem mais reflexões para concordar.

Reflexão 01. Um dos motivos pelo desprezo pelos testes de QI, penso, vem das pessoas que obtiveram avaliação da média para baixo. Sabemos que nunca vemos com claridade nosso lado supostamente negativo: burrice, falhas, egoísmo, tolice, nossos enganos e erros, coisas assim. Especialmente as pessoas mais burras não se reconhecem burras. Ora, ao tomar ciência do resultado de seu teste, claro, tendem a discordar, afirmarão que os testes falharam ou que não são confiáveis. Pior: passam a dedicar muito tempo, teorias e pesquisas para provarem que os testes são falhos, fazendo muitos crerem que eles, de fato, o são. Na minha experiência pessoal, percebi que pessoas que tiveram experiência negativa com os testes se tornaram críticos contumazes. Mas não encontrei tantos críticos ferrenhos entre os que obtiveram bons índices. O que, claro, não confirma os testes.

Fico com dificuldade em saber o que, de fato, seja duvidoso nos testes. Penso que o inverso também é válido: pessoas que obtiveram alta pontuação nos testes tendem a confiar neles e a confirmá-los. Você descobriu algo sobre isto em suas pesquisas sobre os testes de QI?

Reflexão 02. Outro grupo que se empenha em destituir os testes é o que defende a integridade do ser. Ao ser classificado de abaixo da média, este fato pode passar por acusação de burrice, o que pode ter consequências negativas tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade. Isto levanta algumas questões. 1) Sim, pode ser um problema. Mas com dados concretos, podemos confirmar que o Sistema se interessa no emburrecimento da população. 2) Em vez dos testes de QI, são feitas as avaliações do PISA, as quais não recebem tantas críticas. Por quê? Seriam dois dados a se confirmarem ou contraporem.  

 

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