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Mereço tudo o que quiser


Aqui vamos apontar uma possibilidade para você avaliar.

Pense em pessoas egoístas em posição de se beneficiarem em detrimento de outrem. Como políticos corruptos que se consideram merecedores de regalias. Calcule os motivos que levam um ladrão a praticar seu crime, uma autoridade a exercer abuso, um patrão a praticar exploração ou trabalho escravo. Pois maus políticos têm certeza de merecerem os frutos da sua corrupção assim como os criminosos, os frutos de seus crimes. É pela certeza do mérito que pessoas egoístas preterem outras e crimes são cometidos. Esta certeza faz pessoas se sentirem melhores que e superiores a outras.

Reflexão 01. Mereço tudo o que quiser. Isto é bom? Isto é necessário para recebermos nossos direitos?

Ora, as crenças em merecer tudo de bom ou tudo o que se quiser podem e costumam esconder egoísmo, corrupção, abuso de poder e outros desvios. Pessoas em cargo de poder a usam para seu próprio bem. Autoridades abusivas, maus policiais, estupradores, pedófilos, exploradores e opressores de forma geral acreditam e defendem piamente que merecem tudo de bom e ainda tudo o que quiserem. Como os senhores de escravos e porcos chovinistas. Quanto mais uma população defende essa máxima, mais podemos esperar egoísmo, egocentrismo, corrupção e até criminalidade no seu seio.

Toda e qualquer pessoa egoísta, com algum poder e que acredite numa dessas máximas pode e provavelmente usará do cargo, da situação ou de arma para conseguir vantagens: ora, ela merece, por que não pegaria aquilo que lhe é devido? Em muitos casos, que seja ao preço da vida do outro. As pessoas que lhe convenceram de seus méritos a levaram a esse comportamento.

Reflexão 02. Há relação entre a crença em merecer o produto do crime e o crime em si? O projeto, a definição de estratégias, o aproveitamento de oportunidades e a ação em si são influenciados ou organizados apenas a partir da crença no mérito?

Reflexão 03. Máximas meritosas são falácias. A grande maioria das máximas meritosas se refere a desejos, não a méritos em si. São desejáveis, aparentam ser justas e aplicáveis, a muitos enganam pelos raciocínios comentados em mereço ser feliz. Ou seja, são falácias.

Reflexão 04. Melhorando as crenças meritosas 1.

Substituir o verbo pode criar uma situação em que o indivíduo passe da posição passiva para a ativa. Em vez de mereço tudo de bom, melhor seria desejo tudo de bom. Em vez de mereço aumento de salário, mereço ser reconhecido, penso que seria mais aplicável desejo aumento de salário, desejo ser reconhecido. Ou outro verbo ou expressão que não nos engesse, que inclua que devo atuar ou ter estratégia para conseguir as coisas.

Reflexão 05. Melhorando as crenças meritosas 2.

Por que a expressão mereço tudo de bom está na primeira pessoa do singular?

Pessoa mal escolhida.

As reflexões até aqui estão na primeira pessoa do singular: eu mereço ser feliz, eu mereço tudo de bom. Ora, se além do verbo também corrigíssemos o grau (trocando o eu pelo nós), tenho certeza que as máximas teriam aplicações mais amplas, mais humanas e mais justas.

·        Merecemos tudo de bom! / Merecemos ter alguém que nos ame e nos valorize. / Merecemos ser felizes.

·        Devemos ter tudo de bom! / Devemos ter alguém que nos ame e nos valorize. / Devemos ser felizes.

·        Desejemos tudo de bom! / Desejemos ter alguém que nos ame. / Desejemos ser feliz.

Então fica a dica: passar as máximas para a primeira pessoa do plural e trocar o verbo merecer por desejar, ter o direito de ou dever.

Só toma cuidado para não tratar o nós como um grupo (o meu grupo merece), cobrando de outros grupos a realização. Aí voltaremos ao primeiro problema.

Reflexão complementar: farinha pouca, meu pirão primeiro. Dito popular antigo para acusar alguém de egoísta.

Reflexão 06. A quem interessa que a felicidade e tudo de bom sejam tratados como coisas meritosas?

Quanto mais essas crenças são defendidas pela população em geral, mais podemos esperar não só uma população mais egoísta e abusiva, mas também agressiva, pobre e emburrecida. Coisas que já comentei em Foggy1.

 

Continuidade da reflexão. Peça para ser incluído no próximo grupo de estudos via WhatsApp.

 

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