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Mereço tudo de Bom  


Sabemos que uma criança entra no mercado ou numa loja de brinquedos e, a princípio, deseja tudo que vê. E, com o tempo, aprende a selecionar, a reconhecer seus limites, a ter foco também. Mas nem todas. Há cada vez mais adultos que defendem a máxima: mereço tudo de bom!

Desejar tudo de bom é quadro patológico e resulta em depressão

Ninguém poderá comer tudo de bom, morar em todos os lugares bons, ter todas as pessoas boas por amigos, frequentar todas as boas noitadas e festas. TUDO é algo muito, muito amplo. O mundo todo é apenas parte de tudo.

Tudo de bom sempre é muito mais do que temos, muito mais do que podemos consumir, muito mais do que podemos aproveitar. Tudo que temos sempre poderia ficar melhor. O pensamento ou desejo mereço tudo de bom nos levaria, se realmente investirmos nele, a uma eterna insatisfação com o que temos.

Ter parentes que lhes sejam tudo de bons? Salário perfeito? Horário e local de trabalho também? Pais, filhos e amigos tudo de bom, que nunca nos aborreçam? Nem com as mães, que geralmente nos dedicam muito de si, ficamos sem cobrar ou desejar algo a mais.

Cônjuge que é tudo de bom? Certamente uma sombra sua e não mais outra pessoa, com seus desejos, limites e possibilidades? Ter tudo e ter cônjuge ou filhos, sem dividir? Nem tudo é tão bom na vida a dois, tampouco as vicissitudes de uma família ou as preocupações da criação de filhos. Tudo de bom é complicado para quem assume uma família.

Um salário que seja tudo de bom? Não apenas bom, mas tudo de bom. Quantos conseguiram isto? Ora, as pessoas que desejam tudo jamais estarão satisfeitas com o próprio salário, sempre acreditarão que um pouco mais lhes cairia bem.

Uma mente que deseja tudo de bom e apenas boas coisas, inclui o poder máximo. Sim, o poder é uma das coisas que mais recebe esse adjetivo: coisa boa. Ora, os poderes e direitos acabam onde começam os dos outros, sempre dizia minha vó. Ter respeito inclui saber que não pode desejar tudo, que compartilhamos coisas. Portanto não teremos tudo. Nunca.

De certa forma todos sabemos disto. Na verdade, nossos limites de ter uma casa, fazer uma viagem, conhecer pessoas são extremamente limitados e sabemos disso. Uma boa casa, linda viagem, agradáveis amigos existem, mas não são tudo, são uma seleção entre muitas outras possibilidades. E eles também precisarão de ajuda ou manutenção. Tudo nunca serão.

Se deixamos nossa mente e espírito na sensação que merecemos tudo, teremos, sem dúvida, períodos alternados de ansiedade, angústia e depressão. Ansiedade aguardando esse tudo se concretizar, angústia ao percebermos que somos limitados e depressão nas fases em que a razão falar mais alto.

Quanto mais uma pessoa acredita na máxima mereço tudo de bom, mais ela se aproxima de um quadro patológico, o megalomaníaco. A sanidade de uma pessoa está relacionada à consciência de seus limites. Portanto quanto mais uma pessoa acredita e se envolve com a máxima em epígrafe, maior o risco de desenvolver o quadro patológico e se tornar um megalômano.

Repetimos a crença sabendo que ela é falsa. Que utilidade tem? Não podemos tudo, nunca teremos tudo, são bilhões de pessoas para dividir a Terra. Mesmo as nossas coisas dividimos com os familiares e amigos. Espaço, sempre temos de dividir e ceder, como ter tudo de bom? Mas as crenças nos influenciam, nos deixam com expectativas nem sempre conscientes. E certamente essa crença funciona como um grilhão caso alguém nela acredite.

Imagine alguém que acredite merecer tudo de bom. Já imaginou passar a vida inteira querendo algo e, só no fim da vida, perceber que não vai conseguir? Pessoalmente conheço muitos jovens que acreditaram nisto e ainda na juventude ou na meia idade, sentiram o peso desse desejo: estão sempre ao lado ou no próprio quadro depressivo. Tudo é muito, desejar tudo para si, o controle ou o poder sobre tudo, é coisa de déspota, imperador, ditador, pois o tudo a todos deveria sustentar. E cada vez mais pessoas caminhando para a megalomania.

Ponderação

Que fique claro que não estamos discutindo se somos merecedores ou não de bem-estar, felicidade, valor, reconhecimento e tudo de bom. Sabemos que seria muito bom se todos nós tivéssemos tudo isto. Creio que todos concordamos com a bandeira – todos devemos ser valorizados. O que estamos refletindo é sobre o caráter nebuloso, engessante e falacioso dessa máxima: mereço tudo de bom! Pensamos que defende nossos interesses, mas, de fato e nebulosamente, estimula e justifica o egoísmo, o egocentrismo, a preguiça, abusos de forma geral e até alguns crimes.

Sobre as avaliações

Avaliação 01- Este pensamento é fato, fake, falácia ou algo mais?

Avaliação 02- É uma notícia nebulosa (Foggy news)?

·        Avaliação 02a. Emburrecem ou desviam o foco?

·        Avaliação 02b. Empobrecem social ou financeiramente pessoas ou grupos?

·        Avaliação 02c. Aumentam a agressividade intergrupos?

·        Avaliação 02d. Aumentam o adoecimento psicológico (casos de depressão, ansiedade, Burnout, TDAH e outros).

Avaliação 03- Idiotia útil?

 

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