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Politicamente Correto. Ou não.


Para entender as disputas por trás das posturas politicamente corretas.

Por que criticam tanto certas instituições tradicionais como a família e a igreja?

Porque, visando a própria sobrevivência e continuidade, as culturas antigas naturalizaram a guerra, a extinção de outros povos, a escravidão, tomar à força mulheres de outros grupos por esposas para reprodução, o sexismo, a heteronormatividade, a discriminação de relações afetivas não heterossexuais e reprodutivas, a castração de crianças de outros povos para exercerem determinadas atividades escravagistas, o sobrepujamento de um povo por outro e várias outras atrocidades inadmissíveis hoje em dia. Penso que tudo o que consideramos politicamente incorreto é encontrado com facilidade nas culturas. Algumas até na natureza humana.

Por isto várias linhas de pensadores sugerem eliminar o casamento, as religiões e até as organizações em povos, porque reproduzem ou induzem injustiças sociais. Há também ideologias que sugerem que devemos naturalizar o incesto, que só assim eliminaríamos os vestígios perversos das culturas antigas. Nem falta quem defenda até o canibalismo.

Sabemos que, excluindo o incesto e o canibalismo que ainda são recusados pela grande maioria, essas bandeiras são boas, justas, democráticas, necessárias e atraem defensores. Logo, confirmamos a necessidade de rever as estruturas de todas as instituições tradicionais.

 

Por que ainda há quem defenda as instituições?

Ambos os grupos não são homogêneos. Há mais de um motivo para defendê-las e para atacá-las, alguns lícitos, outros, não.

Entre os lícitos estão os que defendem a parte em que as instituições são úteis de um lado e, do outro, os que atacam as partes ilícitas. Alguns acreditam que as práticas culturais tradicionais podem ser aprimoradas e as defendem. De fato, o racismo, o machismo, a heteronormatividade e tantos outros males estão cada vez menos presentes na nossa cultura. Mas do outro lado há os que têm certeza que só acabando totalmente com as instituições isto será possível. E assim os grupos se mantêm adversários.

Há a possibilidade de acordo entre as partes?

Ambos os lados têm membros escusos e são manipulados de modo a manterem o antagonismo, o que impossibilita algum acordo.

Em ambos os grupos temos os radicais. De um lado há fundamentalistas que pretendem perpetuar práticas já criminalizadas, como os nazistas, os neo-nazistas, membros da Ku Klux Klan e grupos fundamentalistas. Do outro temos alguns niilistas e outros ditadores, igualmente radicais, desejosos de eliminar seus supostos adversários e todos os sinais de culturas tradicionais.

Há ainda os membros ilícitos, mas não criminosos. Como os filhinhos de papai, os meritosos, os meritocráticos, os preguiçosos e os vitimistas. Podem ser invisíveis aos membros do mesmo lado, que costumam até defendê-los, mas estão em evidência aos adversários e são utilizados para generalizar o grupo.

Ambos acreditam que estão mais próximos da verdade, da justiça e do bem social. Em ambos os lados predominam pessoas com boas intenções, mas a grande maioria não consegue ver isto no segundo grupo, só no seu.

Foram treinados para ver do outro lado só os ilícitos. Ambos os grupos têm grande dificuldade em ver os radicais do seu próprio lado. Ou são complacentes com eles ou simplesmente não os identificam entre as suas fileiras, acham que são um terceiro grupo ou parte do grupo adversário.

Ambos os lados são levados a ver, do outro, apenas os radicais. Cada lado considera o outro lado formado de maníacos enlouquecidos, regularmente criminosos. No mínimo, daqueles membros ilícitos, mas não criminosos. Pessoalmente e entre as minhas amizades, raríssimos são os radicais e maníacos, nenhum enlouquecido ou criminoso, mas são regulares os que consideram o outro lado composto majoritariamente por estes radicais. Isto é característica de polarização e manipulação.

Ambos são manipulados pelas mídias sob o financiamento do grande capital para que assim percebam, mas acreditam que só o outro lado foi influenciado, que o próprio saber é natural, correto, justo e sem contaminação.

Mas esta disputa não deve ser vista isoladamente, como se a questão fosse apenas manter, aprimorar ou eliminar certas práticas ancestrais. Há muito interesse na divisão social, isto é necessário para a implantação do projeto de poder já comentado. Esta luta é apenas mais uma no jogo.

Mas só os outros...

Penso ser fácil perceber que, enquanto sociedade, há aumento da concentração de renda e poder, da agressividade intergrupos, da burrice, do empobrecimento e do adoecimento psicológico na sociedade. Todos participamos disto, mas temos a impressão que só os outros atuam neste sentido, até intencionalmente. Creio impossível registrar a própria responsabilidade na direção que estamos tomando.

O destino parece próximo e claro: ditaduras, sejam de direita ou de esquerda, onde os donos do poder se mantêm eternamente no poder e a população não tem poder, direitos ou liberdade. O direito à religião e outros dependerão da ideologia dos governantes.

E assim somos mantidos sob controle enquanto migalhas nos mantém guerreiros de causas que pensamos serem as mais justas. Acredite: as que nos dão são temporárias e apenas enquanto há interesse dos grandes.

Há como acabar com a divisão? Devemos?

Cada grupo polariza: se vê como paladinos e, aos grupos com outras ideologias, como idiotas úteis. Acreditamos que nosso saber é puro, isento, instintivo, justo, equilibrado, verdadeiro até, jamais influenciado, mau, pervertido, egoísta e criminoso como o das pessoas que discordam de nós.

Grupos antagônicos nunca se unirão para evitar a corrupção e a exploração de seu país. Machistas e feminazis, Esquerdopatas e fascistas de direita, racistas e negros que odeiam os branquelos, crentes fundamentalistas e macumbeiros jamais se unirão, jamais arriscariam a própria vida pelo mesmo país e pelos mesmos objetivos que seus adversários. Repare: todos os títulos que acabei de usar ofendem, são asquerosos, desrespeitosos e fáceis de encontrarmos. Pior: deve ter alguns que até nós utilizamos!

Acrescente ao grupo mais divisão. Professores da escola tradicional x escola Nova, partidos de esquerda x os de direita, flamenguistas x corintianos, motoristas de Uber x taxistas, camelôs x comerciantes e tantos outros grupos que se antagonizam, como os diversos sindicatos que só atuam em proveito próprio assim como designações religiosas que têm os interesses pessoais de seus representantes para escolher a bandeira que os fiéis flamularão. Sabe quando se unirão para combater a corrupção do país, a venda de ativos, a exploração da população e a concentração de renda? Nunca, enquanto forem divididos e acreditarem na política.

Há solução?

Penso que a divisão não deva ser eliminada e que os grupos não devem se homogeneizar. No máximo, todos devem se atentar com os radicais, especialmente os que estão no mesmo grupo.  E que devemos compreender os outros grupos ideológicos e parar de tentar eliminá-los.

Há pessoas perversas, egoístas, criminosas e enlouquecidas tanto lá quanto cá. Poucas, mas que assumem os cargos de liderança, seja por intimidação, seja por insistência. Como já comentado estas devem ser identificadas e deslocadas, não as ideologias diferentes.

Mas continuamos empobrecendo, adoecendo, emburrecendo e ficando mais agressivos com os conterrâneos. O que pode, de fato, pode ser feito para evitar este processo?

 

Continua em Foggy04

 


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