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Foggy News – Quem forma os saberes?


As mídias, usando as Foggy News, usurparam a principal função da cultura

Há muito o que precisa ser dito sobre o fato de as mídias terem usurpado à cultura de cada povo sua influência no saber, na ideologia e no comportamento humanos. Como levam gerações a defender o interesse do grande capital enquanto as mesmas acreditam que lutam por justiça social, democracia e liberdade.

Entre as funções básicas da cultura não está o financiamento de artistas, a promoção de músicas, o lançamento de danças novas, a proteção das florestas, o circo da filosofia pão e circo ou a produção de artes valiosas.

Penso que talvez a principal finalidade da cultura, pelo menos até o séc. XIX, tenha sido a sobrevivência do povo pela produção e repetição de saberes e comportamentos.

A espécie humana tem dificuldade com o instinto. Enquanto todos os outros animais podem identificar alimentos próprios e venenosos para a sua espécie se forem abandonados num território novo, o ser humano, não. O ser humano tem dificuldade até em se identificar sexualmente, apesar de ostentar órgão genital desde o seu nascimento. Não há como negar a influência na cultura no desejo e no comportamento humanos, como a identidade e opção sexuais, comportamentais, éticas e sociais. Precisamos, como espécie, de proteção durante toda a vida, de modelos de certo e errado, de crenças, de nos sentirmos protegidos e amados, de interação social para a sobrevivência e muitas outras coisas. Como a língua: cada povo pode ter a sua, mas precisamos da comunicação. A cultura teria essa função: formar e manter comportamentos e saberes que nos alimentassem e suprissem pelo menos boa parte das nossas necessidades visando a sobrevivência do grupo. 

Essa dificuldade com o instinto tem uma explicação razoável, será objeto de estudo no grupo.

Os antigos aprendiam o que comer e como cozinhar com seus antepassados. Eu gosto e preparo vários pratos que minha avó preparava. Eu, por exemplo, não gosto de sushi. Nunca ofereci aos meus filhos, mas eles gostam. Onde aprenderam a comer?

Havia povos canibais. Em tribos de canibais todos se alimentavam do que está à mesa. Hoje há veganos em famílias tradicionalmente carnívoras. Por que?

Pergunto. Onde você aprendeu a reconhecer alimentos, boa música, modelos aceitáveis e recusáveis de família, identidade sexual e respeito às diferenças? Que pessoas com algum poder costumam abusar dele em proveito próprio? Que sua cultura foi e é exploradora, machista, sexista, escravagista, discriminatória e injusta? Tenho certeza que não foi com os seus avós.

Reflexão. Como explicar nosso comportamento? Sabemos que até aparenta ser natural, instintivo etc. Mas até a fala e a língua, tão fundamentais, são culturais. Assim como a nossa organização, ideologias e saberes. Facílimo perceber, pelo menos nos outros, a influência midiática, cultural ou de algum líder.

Parece fácil perceber que as mídias assumiram o papel que um dia foi da cultura. Se um dia a cultura era produzida pelas experiências de povo conforme suas necessidades e recursos locais, hoje em dia dividimos uma arbitriumcultura ou talvez uma arbitraliscultura, a qual a população não participa, tampouco as tradições. Apenas a reproduzem afirmando ser natural e justa essa reprodução.

Não pretendo defender ou acusar essa mudança, não se trata de concluir se o processo é bom ou ruim, se é contingente ou necessário, se havia opções, se tiveram boas ou más intenções durante o desenvolvimento. É um processo real, um fato: hoje em dia o comportamento e o saber humano são definidos principalmente pelas mídias e pela Educação, que sofrem influência do capital. Não é à toa que somos obrigados a deixar o Estado cuidar das nossas crianças desde a tenra idade.

A Educação sofre controle político, políticos são financiados pelo Grande Capital. As mídias reproduzem apenas notícias do interesse do Grande Capital. Logo, quem define o comportamento e os saberes da sociedade atual é, diretamente, os interesses do Grande Capital. Simples assim.

Ora, sabemos que há interesse no emburrecimento e na desunião da sociedade. Também sabemos que pobres e desarmados não podem mudar os governantes. Que quanto mais dependentes, adoecidas e empobrecidas forem as pessoas, mais os mesmos poderosos se eternizam no poder. Penso que mostrar as ferramentas utilizadas para esse emburrecimento e desunião seja útil.

Reconheço que os objetivos das Foggy News não são nenhuma surpresa, mas também sei que não os percebemos em nós mesmos, só nos outros. Por isto estes textos são voltados ao autoaprimoramento e tanto destacam reflexões.

Objetivo das reflexões sobre as Foggy News: mostrar que as crenças, máximas, projetos, assuntos, enfim, todas as notícias que são divulgadas entre a população, que constituem seus saberes e influenciam os comportamentos são geralmente falácias e em acordo com os interesses do Grande Capital. E como as fake News e falácias se prestam mais eficazmente a alcançar os escusos objetivos que máximas, ditos e saberes populares, estes são bem menos numerosos na nossa sociedade que aqueles.

 

Continua em Foggy3

 


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