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Os antigos eram infelizes porque lhes faltavam o amor-próprio


Crença atual:

·        Antigamente as pessoas amavam mais aos outros que a si mesmo e, por isto, não eram felizes.

·        Ou: os antigos não eram felizes porque lhes faltavam o amor-próprio.

Uma das crenças para justificar o amar a si em primeiro lugar é que, para ser feliz, necessariamente precisamos do amor-próprio. Como antigamente as mulheres amavam seus maridos mais que a si mesmas, eram tristes.

Sou dos antigos, conversava muito com meus avós e certamente discordo. Há questões incorretas nessa crença. Primeiro, felicidade não é questão de amor-próprio. Segundo o amor pode ser aplicado na terceira entidade. Terceiro, amor não é algo sólido, único, indivisível, amor é distribuível. Quarta, falácias se tornam verdades pelo fato de serem repetidamente comentadas. E ainda: a quem interessa isto?

Felicidade não é questão de amor próprio.

Pessoas egoístas não desejam apenas objetos e bens para si, acumulam também o próprio amor. Certamente podemos identificar inúmeras pessoas com o amor-próprio fortalecido e, nem por isto, felizes. Assim como podemos reconhecer idosos irradiantes de paz e felicidade, apesar de não terem seu amor-próprio assim tão desenvolvido.

Sabemos que o amor-próprio pode estar relacionado à felicidade, algumas pessoas a referenciam a medida em que o desenvolvem. Mas sabemos que a realização de sonhos, objetivos alcançados e os desejos e crenças que temos são tópicos fundamentais para a felicidade. E podemos listar muitos que a alcançaram mesmo no tempo em que o amor-próprio era simplesmente ignorado. Por que a crença?

Reflexão. Do que depende a felicidade? Alguém poderia dizer dos sonhos, da possibilidade de realizar sonhos e projetos, dos seus objetivos, dos seus esforços e das metas alcançadas. Outros destacam que a falta ou a presença das sensações de proteção, segurança e amor influenciam a sensação de felicidade. Poderíamos incluir o amor-próprio, claro, só não podemos o colocar como necessário. Alguém mais filosófico já me relacionou felicidade com a harmonia entre as crenças e a ilusão de realidade. Poderíamos especular liberdade, democracia e senso de justiça, apesar de sabermos que pessoas submetidas a ditaduras também podem alcançar a felicidade. Alguém poderia afirmar que não depende de nada, só de disposição em ser feliz, pois felicidade é algo que se tem e pronto, é só ser feliz.

Ou seja, amor-próprio pode até ser importante para alguns se sentirem felizes, mas não é condição sine qua non.

Amor pela terceira entidade

Se ainda não sabe o que, por favor, veja este texto e o vídeo linkado nele sobre a terceira entidade – 3E.

Não há só o eu e os outros para amar. Os membros de povos antigos nem sempre valorizavam exatamente o cônjuge, mas a família da qual participavam ativamente dedicando sua vida, seu amor, seu tempo e seus recursos. Como as mães que se aplicam aos seus filhos, como militantes que se dedicam à sua causa, como torcedores que participam ativamente das atividades de seus clubes, como as senhoras que dão plantão nas igrejas, como os membros que valorizavam seus reis ou líderes espirituais. Isto não traz opressão e infelicidade, pelo contrário, facilita a sensação de liberdade e felicidade. Militantes que gastam o que têm e se sacrificam pela causa que defendem, por exemplo, não estão amando nem a si, nem a alguém, mas à terceira entidade. Isto pode dar a sensação de realizado, de felicidade, de paz, mesmo que nem se comente ou perceba o amor-próprio.

Amor se distribui

Outra questão na questão do amor é que o amor se distribui. Não são apenas dois polos como a crença nos faz pensar: nós ou os outros para aplicar o amor. Podemos distribuir em nós, a terceira entidade, outras pessoas, mais projetos de vida e haja sonhos.

A crença nos faz pensar que, se amarmos os outros, não nos amamos, não temos amor-próprio. Certamente uma falácia.

Amor também se desloca, troca de dosagem. Podemos nos dedicar mais aos nossos cônjuges numa fase da vida, mais ao trabalho em outra, mais em nós mesmos por alguns períodos, filhos, certa viagem, a cuidar dos próprios pais, não faltam opções. E em todas elas, podemos estar felizes ou não.

Donde se conclui novamente que amor-próprio não tem relação direta com a felicidade.

No que diz respeito à questão dos antigos, eu comentaria: antigamente os desejos, os sonhos, as ambições eram bem mais fáceis de se alcançar porque eram mais simples, logo, os antigos bem mais facilmente encontravam a felicidade e a autorrealização. Hoje as pessoas desejam tudo. TUDO mesmo. Acreditam que merecem tudo de bom. Sonhos irrealizáveis certamente afetam negativamente a sensação de felicidade.

Nebuloso. De repente se amar passou a ser condição para ser feliz. Como se entre as pessoas egoístas tivéssemos alta densidade de pessoas irradiantes de felicidade, já que este público tende a se valorizar mais que às outras pessoas. Ora, é justamente este público que mais comenta: não existe a felicidade, mas momentos prazerosos. Ainda não participaram da aula sobre os vínculos e diferenças entre os conceitos de prazer, felicidade, crenças e paz.

E como os antigos valorizavam a família, o líder da comunidade que a mantém unida, a igreja ou alguma terceira entidade, isto seria fórmula para a tristeza. Cegueira, tolice ou algum pensamento grilhão?

Notícia nebulosa, pensamento grilhão presente. Sabemos que há interesse em que o povo seja egoísta e narcísico. A crença fortalece nessa direção.

E ainda facilita o emburrecimento e o adoecimento psicológico.

A afirmação inicial, como todas as crenças de autovalorização, é falácia do tipo preto e branco. E ainda segue a máxima goebbeliana: mentiras faladas reiteradamente se tornam verdades e até são defendidas fervorosamente pela população. Ou você ainda acredita que o egocentrismo é necessário para a felicidade?

Enfim

Por fim cabe ressaltar que não há problema algum caso alguns de nós precisemos de amor-próprio para nos sentirmos feliz. Afinal, esta crença vem sendo divulgada há décadas e nossas crenças, estas sim, têm capacidade de promover ou evitar a felicidade. A função do texto é mostrar que simplesmente não é necessário, jamais que há algo de errado com essa necessidade já incorporada às novas e antigas gerações.

 

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