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Amar a si


Nas últimas décadas proliferaram as máximas de autovalorização

·        Amar primeiro a si, para depois amar os outros.

·        Que é impossível amar aos outros se primeiro não amarmos a nós mesmos.

·        Que os antigos priorizavam o outro na relação, e por isto, eram infelizes.

·        Em todo o nosso futuro, a única pessoa que certamente sempre estará presente na sua vida é você mesmo. E isto é motivo suficiente para você priorizar a si mesmo.

 

Reflexão 01. Essas máximas são falácias do tipo preto e branco.

A máxima nos faz pensar que existem apenas duas possibilidades: 1) amar, valorizar e priorizar a si, ou 2) amar, valorizar e priorizar ao outro, desvalorizando a si mesmo. É só começar uma palestra afirmando que a máxima é falsa ou falaciosa que alguém pede a palavra e afirma: então devemos priorizar os outros, satisfazer os outros ou fazer a vontade dos outros? Ora, não há apenas estas duas possibilidades. Há um erro de lógica, um raciocínio vicioso que nos induz ao erro. As possibilidades de valoração não são apenas duas: a si e ao outro, há toda uma gama de variação entre os dois polos, inclusive costuma haver uma terceira entidade. Podemos, por exemplo, valorizar a relação, o futuro, a profissão e muitas outras coisas que estão em jogo além de eu e os outros.

Conceito de Terceira Entidade. Se você ainda não estudou este conceito conosco, por favor, veja a reflexão aqui: http://www.ibted.org.br/Html/textos7c/3E.html.

E, mesmo que só houvessem dois polos para amar, esta regra deveria ser flexível, caso a caso, não uma atitude polarizada, engessada. Em qualquer relação é comum o eventual desnível de poder e de necessidade. As atitudes precisam se adaptar, nunca se manterem rígidas. Há momentos em que devemos nos priorizar e situações em que nos sacrificamos, seja pelo outro, seja pela relação. A quem interessa o engessamento?

 

Reflexão 02. Devemos amar primeiro a nós mesmos, mas... O que é o amor?

Há vários conceitos para amor. Se alguém pretende falar de amor, deve primeiro conceituá-lo. Já fiz isto diversas vezes, como em https://youtu.be/FZubdL8lHbg.

Alguns conceitos de amor: https://youtu.be/tqsSc-M30ew.

Acredite, se antes não conceituarmos o que estamos querendo dizer com a palavra amor, corremos o risco de falarmos de coisas diferentes.

Pense. Como saber se estamos falando do mesmo assunto se tivermos conceitos diferentes para amor, instinto, inveja e muitas outras palavras?

Reflexão 03. Alienação, engano social ou hipocrisia?

Quem posta devemos primeiro nos amar também posta bonito mesmo é quando alguém faz de tudo pra lhe ver bem, lhe fazer feliz, lhe ver sorrir.

Fácil perceber que utilizamos dois conceitos de amor na relação com os outros. Fica a pergunta: por que os mesmos veículos de mídia que divulgam as máximas – filmes, novelas, programas de auditório etc. – não se empenham em esclarecer a que comportamentos se referem?

Reflexão 04. Devemos amar aos outros mais que a nós mesmos, na mesma medida ou devemos nos priorizar?

O que você espera de um parceiro, irmão, cônjuge, sócio ou amigo? Aquilo que você dá: confiança, valor, solidariedade, fidelidade, enfim, amor. A princípio na mesma medida em que dá.

Mas haverá situações em que você ou o outro precisará ser priorizado, um pode precisar do sacrifício do outro, fases da vida em que um necessita de mais atenção, tempo ou amor. Não apenas na primeira e na terceira idades, mas até na segunda. Como uma doença, uma necessidade de fazer um curso, um desemprego, um sonho a realizar. Serão nestas fases que seremos testados se estamos dispostos a amar-gasto, ou não. Sempre queremos receber, mas nem todos se propõem a dar. Quem segue a máxima corre o risco de perder a relação.

·        Você estaria disposto a ceder muito mais do que recebe por um bom tempo sem a garantia que será reconhecido? Porque, invertendo as posições, você achará normal que o outro se sacrifique por você, especialmente se você acredita ser merecedor de tudo de bom.

·        Você se sacrificaria pelo outro? Regularmente não temos como recuperar o tempo, o amor e os valores investidos, assim como não conseguimos, em muitos casos, retribuir a ajuda e o amor que algumas pessoas nos dispensaram, a começar pelos pais. Se o doador concordar com a máxima – primeiro devo me amar, como fica? Por exemplo. Você se ofertaria a trocar diariamente as fraldas dos seus progenitores por anos consecutivos?

·        Está preparado para decepções? Nem sempre esta pessoa vai reconhecer e valorizar o seu sacrifício, como muitas vezes achamos natural o outro nos dedicar valores, afinal, somos merecedores de tudo de bom. Entenda: sabemos dos nossos esforços, mas não os dos outros. Na hora de medir, sempre valorizamos mais os nossos que os dos outros. Logo, sempre achamos que damos mais do que recebemos em situações em que nivelamos a relação. Tenha certeza: os outros também tendem a achar que deram mais do que receberam. E, acreditando na máxima, teremos frustrações. Como fica?

Ou seja. Se você for fiel à máxima em questão e defender que deve amar a si em primeiro lugar, você polarizou: escolheu um lado. Ignorou que, na maioria dos casos, precisamos ter sabedoria, amor e flexibilidade para viver de bem com a vida. Aquela frase não é uma máxima, é uma falácia!!!

Nebuloso. Fortalecendo os egoístas, os egóicos e os narcisistas.

Se você ainda não percebeu que a crença em amar a si primeiro lugar estimula doenças e doentes sociais, que pode esconder egoísmo, nazismo, egocentrismo, abusos de forma geral, vamos a algumas questões.

Considere que seja verdadeira a seguinte natureza humana: não conseguimos ver nosso lado supostamente negativo. Burrice, egoísmo, vaidade e todas as demais atribuições negativas não são devidamente percebidas pelos que sofrem destes atributos. Nenhum de nós vê seu lado negativo com claridade, mas podemos percebê-los nos outros. E quanto mais essas características se fazem presente em nós, mais veementemente a negamos.

Nebuloso. Sabemos que todos temos uma parcela de egoísmo, uns mais, outros menos. Se abraçamos a ideia que devemos nos amar em primeiro lugar, quais as chances de reduzirmos, em nós, nosso egoísmo? Aparentemente esta máxima colabora no fortalecimento do egoísmo. Tem certeza que devemos persistir nesse pensamento em vez de procurarmos o equilíbrio entre nos amar e aos outros?

Nebuloso. Sabemos que há ladrões por aí. Todo ladrão crê que tem o direito de usurpar algo dos outros. Alguns acham que podem até tirar a vida de suas vítimas para realizar seu intento, já que se amam mais que aos outros. Mais uma vez: a máxima acima direciona para a desumanidade. E você ainda a defende?

Nebuloso. Ao ensinarmos aos nossos filhos, netos e alunos que devem priorizar a si, estamos colaborando com a formação de um povo cada vez mais egoísta, quiçá nazista. Sim, para ser nazista você precisa achar que é normal se valorizar mais que aos outros. Já refletiu sobre as condições do nazismo?

Se pessoas só valorizam as suas próprias coisas, consigo divisar vários outros agraves. Como a ideologia. Se desprezamos a dos outros, os atritos e disputas sociais aumentam, o que sabemos ser um dos interesses na atualidade, visando, é claro, o controle social.

Conclusão. Máximas e ditos populares da atualidade, por ignorarem a possibilidade da Terceira Entidade, nos deixam a ilusão que temos apenas duas opções: a de valorizarmos a nós mesmos e aos outros. O que parece ser um dos mecanismos de adoecimento psicológico e controle social. Nebuloso.

Uma boa quantidade de progenitores, principalmente mães, se sacrificaram mais que o necessário para criar os filhos, e simplesmente foram abandonadas por eles. Deveriam ter priorizado apenas a si?

O quadro piora se considerarmos os custos e investimentos. Muitos progenitores costumam dispensar mais do que poderiam à formação e criação de seus filhos. Alguns chegam à terceira idade sem condições de se sustentar decentemente. Muito filhos ajudam, outros, não. Os que amam a si em primeiro lugar, de lado costumam ficar?

Há pessoas que fazem de tudo para garantir seu patrimônio. Outros o sacrificam e ainda seu tempo disponível, seus valores, sua vida em prol da família ou da comunidade. Tem certeza que devemos optar por um dos polos e nunca mudar de lado ou equilibrar as forças?

Que experiência você considera menos meritosa: doar-se e não ser correspondido ou nunca se sacrificar pelo outro?

Há uma crença para justificar o amar a si em primeiro lugar: antigamente as mulheres amavam seus maridos mais que a si mesmas e, por isto, sofriam e eram exploradas. Mais aqui.

 

Fake News, fato, falácia ou dito popular?

Perceba: as reflexões a partir de uma falácia sempre nos levam a erros, mesmo que nossos desejos nos façam percebê-las como verdades.

As crenças que priorizam as máximas de autovalorização são falácias. Além de serem falácia do tipo preto e branco, seguem o princípio de: mentiras faladas reiteradamente se tornam verdades e são defendidas fervorosamente pela população.

 

Nebuloso. A quem interessa essa forma de pensar?

O egoísmo, o isolamento e a falta de união social são importantes para que multinacionais explorem nosso país e controlem o povo. Um povo que se valorize e aos seus, não admitiria tanta influência externa e exploração dos nossos recursos. Não é à toa que tantas novelas, notícias e filmes impulsionam essa máxima falaciosa.

E ainda facilita o emburrecimento e o adoecimento psicológico. Certamente uma notícia nebulosa.

 

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