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Mais amor, por favor


Regularmente pessoas clamam por mais amor:

·        Mais amor, por favor.

·        Menos guerra, mais amor.

·        O mundo precisa de amor.

·        Todos deveriam amar mais e ser menos competitivos.

Não clamam à toa, mas pelo desagrado de ofertarem amor e não terem seus esforços correspondidos. Mas geralmente não percebem que oferecem um tipo de amor e reivindicam outro.

Entre as peculiaridades humanas em relação ao amor está a de oferecer um tipo de amor e esperar outro mais dispendioso em retribuição. O que chamamos e reconhecemos por amor em nós mesmos não é o que reconhecemos e esperamos dos outros.

Quando reconheço o amor em mim mesmo

Ao utilizar a expressão eu te amo, eu estou afirmando que você tem valor para mim. Em tudo e todos que eu possa considerar valioso, eu costumo identificar meu amor.

Sabe quando alguém me satisfaz, me ajuda, me acompanha, me nutre, me orienta, cuida de mim? Se eu reconhecer isto, afirmo: eu amo essa pessoa. Amor-valor.

Ou seja. Quando uma pessoa diz eu te amo, ela reconhece que essa pessoa é importante pra ela, por isto chamamos de amor-valor. Mas quando diz você ama isto, aquilo ou alguém, se refere a outro conceito de amor.

Quando reconheçemos o amor de alguém

Infelizmente, para reconhecer que uma outra pessoa ama, nós usamos outro conceito de amor: o amor-gasto, amor-investimento ou amor-cuidado. É necessário um investimento ou mesmo gasto de tempo, dinheiro, atenção, o próprio corpo ou alguma outra coisa valiosa.

Perceba: para reconhecer o amor em si mesmo, basta que esta pessoa valorize a outra pessoa. Mas para reconhecer o amor dos outros por si não basta essa valoração, é necessário que tenha atitudes, investimento, que gaste tempo, dinheiro, atenção ou outra coisa valiosa.

Amores entre o filho e sua mãe

Acredita-se que haja relação com a experiência infantil. Observe a relação do bebê de dois ou três anos de idade com sua mãe. Há amor entre eles. O bebê ama a sua mãe, sente sua falta quando se afasta, interage com ela, investe tempo e pensa muito nela. Não dá para dizer que o bebê não ama sua mãe, reconhecemos o amor do filho pela mãe. Agora, o que a mãe faz pelo bebê é outra coisa. Ela precisa protegê-lo, alimentá-lo, niná-lo, preocupa-se com o seu futuro. E gasta seu tempo, seu corpo, seus valores, sua vida, suas provisões com o filho. Reconhecemos amor aí. Muitos até afirmam que amor só de mãe.

Amor gato por lebre

Não obstante, encontramos cobranças de amor nos veículos de comunicação.

·        Mais amor, por favor.

·        Menos guerra, mais amor.

·        O mundo precisa de amor.

·        Todos deveriam amar mais e ser menos competitivos.

Ora, as pessoas que postam mensagens assim não percebem, mas geralmente estão oferecendo gato por lebre. O amor que elas pedem aos outros nas mensagens é o amor de mãe, o amor maduro, o amor gasto. Mas o amor que oferecem é o amor-valor.

Veja o vídeo sobre os conceitos de amor: https://youtu.be/tqsSc-M30ew.

Reflexão. Reconhecemos o que seja o amor conforme a pessoa que ama seja a primeira ou outra.

Avaliações conforme os direcionamentos do grupo de estudo

Esse tipo de mensagem é inócuo porque é direcionados a outras pessoas, não a quem posta, ninguém se insere nela. Não se posta mais amor por favor por reconhecer que não gasta o suficiente com pessoas ou coisas, mas como cobrança a outras pessoas. Todos que leem esse tipo de mensagem concordam com elas, mas acreditam que se aplicam a outras pessoas, nunca a si mesmo. Daí a inocuidade da máxima.

Avaliação 01- Este pensamento é fato, fake, falácia ou algo mais?

Avaliação 02- É uma notícia nebulosa (Foggy news)?

·        Avaliação 02a. Emburrece ou desvia o foco?

·        Avaliação 02b. Empobrece social ou financeiramente pessoas ou grupos?

·        Avaliação 02c. Aumenta a agressividade intergrupos?

·        Avaliação 02d. Aumenta o adoecimento psicológico (casos de depressão, ansiedade, Burnout, TDAH e outros).

Avaliação 03- Idiotia útil? Caso o pensamento facilite o controle social. Mais sobre o que seria idiotia útil aqui – clique!

 

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