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Reflexões para a Saúde

 

TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo

 


 

As três opções de tratamento do TOC

Há muito venho enumerando casos em que, em vez de buscar a Etiologia, os terapeutas e a Medicina preferem sindromizar: toma o sintoma por síndrome e relaciona tratamentos possíveis sem relacionar ou pesquisar os mecanismos de adoecimento. Desta forma priorizam fármacos e regularmente descartam terapêuticas que poderiam reduzir o tempo e o sofrimento do tratamento. Vejamos mais um caso, o TOC.

O que é o TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo

De acordo com textos da internet,

“ o TOC é um transtorno mental incluído pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV) entre os chamados transtornos de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preocupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões. Dentre as obsessões mais comuns está a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão). Obsessões são pensamentos ou impulsos que invadem a mente de forma repetitiva e persistente. Podem ainda ser imagens, palavras, frases, números, músicas, etc. O indivíduo, no caso do TOC, mesmo desejando ou se esforçando, não consegue afastá-los ou suprimi-los de sua mente. Apesar de serem consideradas absurdas ou ilógicas, causam ansiedade, medo, aflição ou desconforto que a pessoa tenta neutralizar realizando rituais ou compulsões, ou através de evitações (não tocar, evitar certos lugares)” .

TOC, neurose obsessiva ou obsessão espiritual?

A bem da verdade, casos obsessivos são descritos há milênios. Nos tempos antigos todos os quadros patológicos eram associados a alguma entidade divina ou maligna. Ainda hoje há quem assim considere. Os sintomas – febre, muco, hanseníase e TOC, por exemplo – seriam as provas cabais da existência dos obsessores. O demônio do Fogo seria responsável nos casos de febre assim como o da Água pelo muco (catarro). Hanseníase é a prova do demônio da Terra assim como TOC teria a ver com o demônio do Ar. Mais ou menos assim: uma pessoa com febre não se comporta normalmente, logo, deve haver algo nela além do calor: certamente o demônio do fogo, diriam os antigos (até séc. IV aC., era a regra).

Ainda hoje há doutrinas e religiões que associam os pulsos obsessivos e manias a entidades espirituais ou demoníacas. Em muitos casos, seus recursos conseguem debelar o mal. Alguém viu por aí uma pesquisa que mostrasse o índice de eficácia desses tratamentos nos casos de TOC? Certamente seria fácil acompanhar com metodologia científica esses tratamentos. Por que são sumariamente desprezados se aparente e efetivamente conseguem resultados? Não os utilizo, prefiro outras explicações e recursos, mas não podemos negar certa eficácia.

Na rodada do século XIX ao XX Freud deu uma nova visão. Ele acreditou ter descoberto uma propriedade humana que chamou de inconsciente e a mostrou responsável por nossos atos e emoções, mesmo os não conscientes. 

Ele mostrou que pode haver motivos não conscientes para emoções e atitudes. Também defendeu algumas teorias para explicar suas observações, como a do inconsciente atuante.

Suas teorias foram revistas e atualizadas por mais de uma linha de pensadores e observadores. Todos com uma coisa em comum: buscam compreender o comportamento. No caso do TOC, o título de neurose obsessiva foi um dos esforços para explicá-lo. As outras linhas que somaram observações e teorias mantinham algo em comum: confirmam que temos um motivo não consciente ou inconsciente para o TOC.

Na sequência aparece um remédio capaz de alterar nossas sensações, inclusive o TOC. Sim, certamente uma grande contribuição – não fosse isto, muitos não teriam ânimo nem para iniciar a psicoterapia. O problema é a atual postura da Medicina: encontrado um rótulo, torna-se desnecessário pesquisar os motivos! O que venho chamando de sindromização.

Caso o uso dos medicamentos simplesmente acabasse com o sintoma, eu não me queixaria. Mas isto não é tão simples: as alterações no comportamento do medicado muitas vezes lhe trocam até a personalidade. Em outras, torna-o eterno consumidor da droga lícita. No mínimo, seu bem estar ficará reduzido, permanecerá certa indisposição residual. Mesmo que valha a pena perder parte da sensibilidade e do prazer para se livrar do mal-estar obsessivo, há regularmente uma perda substancial tanto no comportamento quanto nas emoções. E o pior, a obsessão não tem o hábito de se dissipar, apenas de tornar-se tolerável.

Duas forças, três opções

Bom, sabemos da força da indústria farmacêutica que defende o uso medicamentoso e apenas quando este não se mostra suficiente ou inexpressivo há a recomendação psicoterápica. Sabemos também que muitas religiões reconhecem nestes quadros justificativas para as suas rotinas anti-obsessivas, assim também não recomendarão uma psicoterapia.

Fica então a questão: quem comunicará ao sofredor da obsessão que ele tem pelo menos um grande grupo de opções: as muitas psicoterapias?

As faces da mesma moeda

 O lado obscuro do TOC todo mundo divulga: é um mal-estar desgastante, uma sensação de impotência perante sua própria vida e o controle de seus atos ou pensamentos, uma repetição estafante. Eu diria que regularmente a determinação está em desarmonia com os desejos e objetivos.

As três possibilidades no tratamento do TOC

O acompanhamento médico é recomendável em qualquer quadro suspeito: sem a devida avaliação, um mal pode se desenvolver. No caso do TOC, há vários casos em que sem o fármaco o cliente nem consegue ir aos outros tratamentos. Mas os fármacos não conseguem direcionar objetivos e manias, o que certamente delonga por demais a terapia ou alguma orientação.

A harmonia espiritual sem dúvidas é altamente recomendável. Sou daqueles que acreditam que distúrbios na crença podem ser responsáveis por vários males. O problema com a opção espiritual é que, ao se responsabilizar uma entidade ou um espírito, a responsabilidade pelas atitudes será vinculada a este espírito, aliviando o envolvimento do sofredor e reduzindo sua responsabilidade pelos atos e pela busca da cura.

Assim me resta recomendar sempre o acompanhamento psicológico que, espero, além de investigar os motivos dos sintomas ainda acompanhe atenciosamente seu cliente tanto no tratamento farmacológico quanto no espiritual.

 


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