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Reflexões para a Saúde

Osteoporose

 


 

Tenho regularmente alertado que certas práticas da Saúde vêm prejudicando a saúde. Como associar grupos de riscos a uma patologia em vez de pesquisar sua Etiologia. Quando identificamos a origem, podemos promover protocolos preventivos e curativos. Quando apenas associamos a grupos ou outra coisa qualquer, só nos restam os recursos corretivos. A osteoporose é uma dessas patologias: tendem a associá-la a grupos de risco, mas omitem a possível etiologia, objeto deste texto.

Todo mundo sabe da importância do cálcio nesta patologia. E dos fatores importantes na sua absorção como o sol da manhã, a vitamina D e o magnésio. Mas se buscarmos nos sites ou nos discursos médicos a sua origem, seremos informados que não se sabe as causas da osteoporose, mas os seus grupos de riscos, oito no total. Entre estes grupos está o de mulheres maratonistas, mulheres fracas e frágeis e obesas. Mas não há esforço em explicar como e por que a osteoporose ocorre nesses grupos. Veremos neste texto.

Osteoporose: o que é?

Doença óssea metabólica que resulta da carência de cálcio nos ossos.

Facilmente diagnosticada por um exame, a densitometria óssea. Tipo um raios X que mede a densidade de cálcio nos ossos. Normalmente aferem na cabeça do osso da coxa – o fêmur, e ainda outros ossos como os da coluna.

Fatores de risco

Vejamos os grupos em que a osteoporose mais incide:

a) Raça branca;

b) Vida sedentária;

c) Excesso de gordura;

d) Pessoa magra e/ou frágil;

e) Maratonistas;

f) Sexo feminino;

g) Baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D;

h) Período perimenopausal ou pós-menopáusico (carência de estrógenos, típico da menopausa);

i) Histórico familiar de osteoporose.

O que provoca a osteoporose?

Já sabemos da importância do cálcio nesta patologia e dos fatores importantes na sua absorção como o sol da manhã, a vitamina D e o magnésio, o que explica o item g – baixa ingestão de Ca e/ou vitamina D.

Os itens b – vida sedentária e h – período perimenopausal são bem divulgados, mas nem sempre bem explicados. O grupo e - maratonistas costuma causar surpresa, já que exercícios físicos costumam estar associados à baixa incidência de osteoporose.

Vejamos então as causas da osteoporose pouco divulgadas.

Causas da osteoporose pouco divulgadas

1) Acidez no organismo.

2) Falta de celulite e outras gorduras.

3) Alimentação pobre em carnes.

4) Circulação linfática extra profunda prejudicada.

1) Acidez no organismo

No texto Acidez no Sangue comentei que vários mecanismos promovem acidificação do sangue e que, para manter o pH em equilíbrio, além das funções renais e respiratórias, nosso organismo utiliza a tamponagem, que consiste em utilizar produtos com cálcio – como o cálcio orgânico e os colágenos – para neutralizar os ácidos.

Os ácidos englobam os resíduos metabólicos e certa substâncias com pH alto como o açúcar, os vinagres e a substância P. Dê uma olhadinha no texto Acidez no Sangue, vale a pena. Este texto se refere ainda a outros males como a fibromialgia, mas informa a relação entre a acidez do sangue e a perda de cálcio.

A obra Sugar Blues mostra que as patologias como gripe, diabetes e osteoporose foram aumentando entre os povos à medida que estes povos foram descobrindo e aumentando o consumo de açúcar branco, que é bem ácido (2,5!).

O consumo de gorduras aumenta a acidez do organismo porque seu resíduo é o ácido úrico. Os vinagres também são ácidos, como os seus derivados picles e ketchup. Vários alimentos produzem vinagre quando cozidos como o repolho e o tomate. Mas por que alimentos com estes produtos – açúcares, gorduras e ácidos - não estão entre os geradores de osteoporose?

Lógico concluir que a alimentação acidificante aumenta os riscos enquanto que a alcalinizante diminui. Mas como os verdadeiros motivos da osteoporose não são divulgados, a população, de forma geral, deixa de ter certos cuidados que poderia.

Isto explica parte de dois fatores de risco: e) Maratonistas (regularmente produzem o ácido lático) e g) Baixa ingestão de cálcio.

2) Falta de celulite e outras gorduras

A falta de gordurinhas (mama, celulite e pneuzinhos) facilita a osteoporose porque, ao alcançar a menopausa, o organismo feminino passará a ter sua principal fonte de estrogênio a partir da queima da própria gordura, que libera o estrona, um hormônio da família dos estrogênios. Sem celulites, o organismo utiliza mais o mecanismo tamponagem para equilibrar os fogachos, que consome cálcio, inclusive dos ossos. Isto já expliquei no texto Osteoporose em Mulheres Maratonistas.

3) Alimentação pobre em carnes

Este tópico se torna importante para a velocidade de envelhecimento.

Devemos lembrar que nosso organismo contabiliza quase 50 tipos de colágenos, divididos em cinco famílias. Ou 12, conforme a tabela de classificação. Textos da internet confirmam: a partir de certa idade, passamos a produzir menos colágeno que consumimos. Há quem afirme que na terceira idade só produzimos cerca de 35% do colágeno que precisamos. Sabemos também que as proteínas animais – colágeno em destaque – são absorvidas integralmente nos intestinos. Sobrevivemos por anos sem esta fonte reguladora, mas a custo da qualidade de músculos e ligamentos e de envelhecimento precoce.

Percebo que pessoas que estão há anos sem o consumo de proteína animal se reconhecem como muito bem de saúde. Acredito, pois sei dos males que o excesso de carne e gordura podem provocar. Mas boa parte destas mesmas pessoas possui uma pele muito fina, um tanto brilhosa e sensível. Para os vegetarianos, trata-se uma pele de ótima qualidade, quase vítrea. Para alguns tecnólogos em Estética, uma pele com pouco colágeno. Isto certamente abre uma polêmica que, por hora, vou me poupar de desenvolver. Sugiro apenas que o assunto seja aberto, que se promovam pesquisas e avaliações.

Considerando também a necessidade de colágeno tanto para a recuperação de tecido quanto para a tamponagem, a reposição via alimentação ou nutrição é necessária. Num país em que a alimentação é tão deficiente, dispensar uma fonte de colágeno já pronto para consumo, como é o caso das carnes, não parece muito bom para a saúde. É bom para os animais, defendido pelos seus protetores, apoia a sustentabilidade do planeta e está em acordo com a ética de alguns. Até vivemos e sobrevivemos sem, mas o não consumo de carnes pode ser fator agravante da osteoporose.

Quanto menos proteínas na circulação sanguínea, mais a tamponagem utilizará as reservas de cálcio dos ossos. Não dá para questionar isto. Em vegetarianos antes dos 40 e alguns raríssimos casos, isto não é percebido. Cadê as campanhas esclarecedoras?

4) Circulação linfática extra profunda prejudicada

Sabemos que os ossos são constituídos de dois tipos de substância: a esponjosa, predominante nas epífises (pontas) e o tecido ósseo compacto, predominante na diáfise (corpo do osso), onde se localizam, em alguns ossos, a medula óssea, responsável pela produção de hemácias. Onde há medula óssea, as artérias que a nutrem são predominantemente responsáveis pela nutrição dos ossos.

Também sabemos que os ossos são nutridos internamente pelas artérias que passam por ele nos canais de Volkmann (canais perpendiculares ao osso e que regularmente permitem a passagem de artérias) e pelos produtos que passam pelos canais de Havers (canais longitudinais nos ossos).

Superficialmente o periósteo, responsável pelos reparos e proteção óssea, também o nutre.

Assim são quatro os mecanismos de nutrição dos ossos:

1) Onde há medula óssea, pelas as artérias que a nutrem;

2) Pelas artérias que passam nos canais de Volkman;

3) Pelos nutrientes que circulam no sistema de Haversian, incluindo os canais de Volkman e Havers.

 4) Superficialmente pelo periósteo.

Ora, regularmente lembro, em meus textos, que as cartilagens, incluindo os periósteos, não são nutridas diretamente por sangue, mas por linfa extra profunda. Também sabemos que, com o tempo, os canais vão se calcificando e impedindo a circulação de sangue nas artérias e outros líquidos. Com a idade também perdemos parte da medula vermelha, e há até ossos em que ela se torna amarela (predominantemente gordura). Como já comentei, a circulação de linfa extra profunda também tende a diminuir. Todos estes fatores prejudicam os mecanismos de nutrição dos ossos.

Sobre a nutrição dos ossos

Há um assunto muito importante e que não é bem explorado na prevenção da osteoporose: como fazer para o cálcio que se repõe chegar aos ossos?

Reconhecidamente os exercícios físicos são eficazes na prevenção da osteoporose. O motivo: forçam a circulação extra profunda, entre outros efeitos positivos. Mas não é o único recurso. Há técnicas de massoterapia que facilitam esta terceira circulação de linfa. Por que as terapias passivas, muitas vezes mais eficazes que os exercícios para promover e equilibrar esta circulação, são simplesmente ignoradas?

Críticas a alguns fatores de riscos

Gostaria ainda de questionar alguns dos fatores de risco porque acredito que certas variáveis podem ser as responsáveis pela osteoporose.

a) Raça branca. Pessoas com a pele muito clara evitam se expor ao sol por motivos óbvios. Natural que, por isto e não pelo fato de terem pele branca, tenham maior índice de osteoporose. Por que esta observação é importante? Porque nada podemos fazer quanto à cor da própria pele, mas podemos atuar convictamente na exposição ao sol.

i) Histórico familiar de osteoporose. Pessoas de pele branca costumam ter antepassados com a pele da mesma cor e, assim como eles, evitam a exposição ao sol. Que pesquisa levou isto em conta quando afirmou que a osteoporose tem causas genéticas na raça branca? Gostaria de lembrar que o genoma humano já foi todo mapeado e ninguém ainda achou algum código genético associado à osteoporose! Se não há nenhum gene associado à osteoporose e a asserção acima é bem coerente, por que culpar a família e não os hábitos de adaptação em acordo com a cor da pele? Afinal um, podemos melhorar, o outro, não.

b) Baixa ingestão de cálcio. Certamente é necessário que haja cálcio para que o organismo não precise utilizar suas reservas deste mineral. Contudo o excesso no consumo de cálcio tem promovido alta nos índices de hipertensão arterial, alergias, problemas intestinais e respiratórios e ainda outros, como alertam o Dr Carlos Eduardo Leite e inúmeros outros profissionais da Saúde e das Alternativas. Na prática, é mais fácil encontrarmos idosos com o consumo excessivo de cálcio e, por causa disto, hipertensos, do que com baixa ingestão. Assim este fator, útil aos que têm osteoporose, acaba por induzi-los a consumo exacerbado, levando-os a outros males!

Como sempre, não quero duvidar das práticas médicas em si, pois sei dos esforços hercúleos dos médicos na promoção da saúde. Pretendo apenas acusar que práticas do sistema que debilitam os esforços médicos sem que estes se atentem. Por isto meus textos, para mostrar onde a medicina pode melhorar, e apenas por isto.

Assunto do curso de especialização Fisiologia em Recursos Antálgicos.

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