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Reflexões para a Saúde

Ponto da Gastrite

 


 

Às vezes me canso de repetir: a Etiologia (causa ou origem das doenças) é algo que a medicina atual vem por demais desprezando. Vejamos mais um caso, o da gastrite.

Façamos uma rápida pesquisa na internet com o tema gastrite. Veremos o que é, que alimentos a pioram, como se trata, que pode ser crônica ou aguda e muitas outras informações. Mas não a sua etiologia. Eventualmente chamada de gastrite nervosa ou psicossomática. 

Mas vamos começar a questão com outra.

Qual a relação da região da boca do estômago com esta víscera?

Sabemos que essa região fica sensível, constantemente dolorida ou contraída, quando o estômago não vai bem. A boca do estômago fica a meio caminho entre o processo xifoide (ponta inferior do osso esterno, no meio do tórax) e o umbigo. Mas o estômago não fica aí apesar dos relatos de pessoas que seguram o local e afirmam: – Nossa, meu estômago está muito duro hoje!

Essa víscera se localiza ao lado desse ponto e bem mais para dentro. A curva inferior do estômago, onde se concentra o suco gástrico e as úlceras, fica pelo menos a 07 cm à esquerda, 08 cm abaixo e uns 12 cm para a profundida numa pessoa com estatura mediana. Mesmo assim, como a dor é na superfície e ao centro do corpo. Muitas pessoas acreditam que o estômago fica neste local.

A anatomia confirmará que não existe músculo, neurônio, fáscia ou qualquer estrutura ligando diretamente o ponto e a víscera. Mas esta relação ponto-víscera é conhecida há muito, pois o ponto é popularmente chamado de boca do estômago.

Vejamos como se procede a relação.

Boca do estômago e o estômago

A Anatomia não faz relação entre o ponto e a víscera, mas a Neuroanatomia Embrionária, sim. No desenvolvimento embrionário humano, os segmentos neurológicos primitivos deram origem a neurônios diversos que, por vezes, enervaram vísceras, músculos e segmentos de pele. Como o estômago, os músculos reto-abdominal e diafragma e a região de pele chamada de boca do estômago.

O embrião humano se desenvolve a partir de um ovo. Este ovo chega ao útero já bem mitosado (dividido em muitas células), por isto o nome mórula ao se prender ao útero. Esta mórula faz uma dobra sobre si mesma e esta região futuramente será a coluna. Sabemos que a coluna se forma a partir de vértebras, e que cada vértebra tem o seu início numa célula. Imagine as vértebras se formando. Durante isto, entre elas, iniciam a formação dos neurônios. À princípio apenas um, que chamamos de neurônio-embrião, que depois de dividirá em muitos, inclusive se unindo a neurônios originados em outros espaços inter-vertebrais. Considerando os neurônios que entram e saem por um mesmo espaço interdiscal, sabemos que tiveram o mesmo neurônio-embrião original. Pois é o caso: o ponto boca do estômago refere-se ao ponto gatilho do músculo reto-abdominal o os nervos que enervam os músculos reto-abdominal e diafragma e a mucosa gástrica tiveram o mesmo neurônio-embrião por origem.

Relação psicossomática entre o ponto e o estômago

Agora voltemos nossa atenção às reações orgânicas ao medo. Estresse, situações de ameaça e insegurança acionam o nosso sistema nervoso simpático. Entre as reações orgânicas está a contratura dos músculos já citados (reto-abdominal e diafragma): passamos à respiração torácica.

Nossos pulmões possuem lóbulos: o superior e o inferior. Para encher os pulmões superiores, utilizamos prioritariamente os músculos peitorais e chamamos esta respiração de torácica. Para os inferiores, prioritariamente o músculo diafragma em parceria com o reto-abdominal, reconhecida por respiração abdominal.

As situações comentadas – de ameaça, estresse e insegurança – promovem certa contratura constante nos músculos da respiração abdominal. Os neurônios destes músculos sofrem estímulo continuo. Como os neurônios do estômago lhes são afim, estes também entram em atividade.

Sabemos que quando o estômago está cheio, a pressão na mucosa provoca a produção de suco gástrico. Apenas assim deveríamos produzir o suco. Mas a situação relacionada – estado de ameaça – consegue o mesmo fenômeno. Sem alimento no estômago, o suco gástrico irrita a mucosa gástrica e, regularmente, a duodenal, gerando a gastrite, o refluxo e, posteriormente, muitas das úlceras nesses locais.

O processo se torna uma bola de neve. A irritação da mucosa gástrica inclui a irritação dos neurônios estomacais; estes neurônios não sentem dor porque não têm terminais nociceptores, mas são estimulados pelo ácido gástrico; este quadro elicia irritação dos neurônios dos músculos associados pelo dermátomo, aumentando a contratura dos músculos.

Só para não confundir os músculos. O estômago tem um músculo a sua volta, responsável pelo seus movimentos, esvaziamento e até por regurgitações (vômitos). Mas não é deste que estamos falando. As crises gástricas incluem outros músculos: o reto abdominal e o diafragma, conforme venho descrevendo.

O ponto em questão tem várias referências. Popularmente é a boca do estômago. Em acupuntura, é o tsubô VC12. Na teoria dos chakras, é o Manipura Chakra ou chakra do estômago. Na Saúde, é o ponto gatilho do músculo reto-abdominal. BINGO!!! Por isto dói quando temos problemas estomacais: a dor se localiza no trigger point do músculo.

Agora o mais importante

E pra que serve isso para a Saúde? Acupuntura, imposição de mãos, moxabustão, protocolos aderidos ou apenas tirinhas de esparadrapo, massagens, enfim, qualquer protocolo que provoque o ponto ou um dos músculos (diafragma ou retoabdominal) afeta diretamente a produção de suco gástrico e a respiração. Como exercícios respiratórios abdominais: o relaxamento dos músculos em questão estimula regulação da mucosa gástrica. Assim explicamos como a ação sobre o músculo afeta a víscera e vice-versa. Confirmamos que yoga, meditação e exercícios respiratórios têm ação na gastrite, assim como acupuntura, moxabustão ou ponto cristal aplicados sobre o ponto gatilho do músculo reto-abdominal. 

Então por que esta relação não é divulgada nem entre os médicos? Pelo que eu saiba, em nenhuma faculdade de Medicina se fornece esta informação, algo que certamente muitos médicos utilizariam se tivessem conhecimento. Por que afirmar que é psicossomática ou nervosa, mas ocultando a relação recém-descrita?

Desconfio, e sei que não sou o único, que isto prejudicaria a venda de fármacos. Pessoas que sabem da relação entre o ponto e a víscera a utilizam. Yoga, exercícios respiratórios, massagens abdominais, protocolos no ponto (acupuntura, moxabustão, imposição de mãos, esparadrapo em tirinhas, pedrinhas), enfim, todas as terapias que estimulam o ponto ou o relaxamento dos músculos em questão podem e conseguem afetar positivamente a produção de suco gástrico, o refluxo e a gastrite. O que reduziria o consumo de fármacos.

Como sempre afirmo, a Etiologia deveria ser mais valorizada. Não apenas a Etiologia Celular, largamente exposta nas universidades, mas a Etiologia útil à Fisiologia das dores e doenças, que costuma ser omitida. E o desvalor ocorre justamente quando ela aponta para procedências não farmacológicas. Será coincidência?

 

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