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Reflexões para a Saúde

Fibromialgia 3 Compreendendo a dor na Fibromialgia

 


 

Sem dúvidas um pouco de Fisiologia e Etiologia é fundamental para compreender e definir terapêuticas para a FM. Neste capítulo pretendo apresentar fundamentação ao meu trabalho no lido com este mal. Digamos que seja uma especulação: a partir do sucesso de certas terapêuticas pesquisei e concluí, a partir da Fisiologia, qual o mecanismo em ação.

Neste capítulo pretendo explicar algo que realmente confunde na FM: a DOR  SEM  INFLAMAÇÃO. Sabemos que apenas ácidos e pressão nos terminais nervosos estimulam a dor lenta, que é o tipo de dor na FM. Por outro lado, no caso de FM pressupõe-se que não há processo inflamatório (ácidos), tampouco pressão. Como explicar a dor? Para tanto vejamos dois textos de minha autoria, nesta ordem, antes de continuar a leitura deste:

Fisiologia da Dor

Acidez no Sangue

Nutrição do Tecido Conjuntivo não Vacularizado

Além de um pouco do conhecimento da Fisiologia da dor e da acidez do sangue, para compreendermos as dores na fibras, precisamos de certo conhecimento do tecido conjuntivo que constitui a parte dolorida na FM. Para tanto, vamos mais uma vez utilizar uma referência da internet: http://www.micron.uerj.br/atlas /Cartilagem/fundam.htm.

 ... A cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo caracterizado pela sua consistência firme e elasticidade. Esse tecido é constituído de células denominadas condrócitos e uma matriz extracelular a qual é produzida por essas células.

Diferente dos outros tecidos conjuntivos, a cartilagem é um tecido avascular e portanto, sua nutrição ocorre por difusão de substâncias entre os vasos sanguíneos do tecido conjuntivo circunjacente e os condrócitos. A maioria das cartilagens estão revestidas por um tecido conjuntivo denso bem vascularizado denominado de pericôndrio. A camada mais externa do pericôndrio  tem fibras colágenas em abundância e é chamado de pericôndrio fibroso enquanto que a camada interna, denominada pericôndrio condrogênico, apresenta muitas células que originam as células cartilaginosas. Os condrócitos estão isolados em pequenas cavidades no interior da matriz, denominadas de lacunas. Entretanto, algumas dessas lacunas podem estar extremamente próximas, separadas apenas por uma fina porção de matriz . Estes arranjos de lacunas chamados de grupos isogênicos, são uma característica que ajuda no reconhecimento desse tecido..."

 Ora, nenhuma cartilagem humana possui vascularização. Sabemos que é tecido vivo e, por isto, necessita de nutrientes e elimina resíduos metabólicos, mas não há sangue chegando ao local. A nutrição e eliminação de resíduos são feitos por um tipo de linfa extraprofunda ou similar, como o líquido sinovial.

Linfa superficial e profunda, para o Dr Leduc, consiste respectivamente na linfa que circula fora e dentro das fáscias musculares. Mas existem outros locais com linfa ou equivalente: a que circula dentro das cápsulas articulares e recebe o nome de líquido sinovial, e a que banha as cartilagens periósteas e os tendões, que nomeei de linfa extra-profunda. Para destacar a sua importância: desconheço trabalhos que destaquem a importância deste produto. É apenas comentado, como no texto acima. Aproveitei e nomeei de terceira drenagem as manobras de massoterapia com ação neste dreno.

O local mais importante para as fibromialgias é inserção dos tendões nos ossos. Os tendões ligam os músculos aos ossos, todos sabemos. Quanto mais próximo dos músculos e afastado dos tendões, maior a vascularidade: mais arteríolas levando nutrientes. Mas na inserção no osso, nos tendões, as fibras de concentram de tal maneira que não há espaço para as arteríolas. Como esta região recebe nutrientes e elimina toxinas? Pela linfa extra-profunda.

Podemos então afirmar que os tecidos não vascularizados são nutridos e têm seus metabólicos descarregados por essa linfa. Mesmo o núcleo pulposo (este é responsável pela nutrição dos discos de cartilagem da coluna). Mas e se houver algum problema na circulação desta linfa?

 Bloqueio circulatório?

Temos três circulações interligadas: sangue arterial, sangue venoso e linfa. A circulação arterial costumar ter seus dutos parcialmente obstruídos, afetando a circulação. A venosa, também.  No nosso caso estamos preocupados com a circulação de linfa. Esta pode ser bloqueada? A resposta é positiva, senão vejamos os inúmeros casos de linfoedemas ou linfatites crônicas. Por que a acidez? Por que os resíduos metabólicos não são devidamente eliminados do local. Por que não? Porque há alguma obstrução na circulação da linfa. No caso de mastectomia, sabemos que alguns linfonodos foram retirados. Mas no caso de linfoedemas nas pernas, simplesmente não se estuda o caso a contento.

Certamente os linfoedemas aos quais estamos acostumados não costumam estar presentes na fibromialgia. Os linfoedemas são casos de retenção das circulações de linfa superficial e profunda.

No caso das fibromialgias, estamos falando da circulação extra-profunda, a que nutre ossos e cartilagens. E quanto a esta, pode ser obstruída sem prejuízo das circulações superficiais e profundas? E a resposta parece ser positiva, pois é a única maneira que encontrei até hoje para explicar as dores na FM, o fato de não haver acidez no sangue. E, ainda, explica o sucesso dos métodos que utilizamos na cura da fibromialgia. Sim, cura, porque a grande maioria dos nossos clientes/pacientes são dispensados de continuar com algum dos tratamentos.

Agora, uma das questões mais interessantes. Como pode haver acidez na linfa extra-profunda sem acidez no sangue?Resposta em 4 etapas.

1- Façamos as contas. Circula pelo organismo humano de 03 a 08 litros de sangue por minuto. Vamos considerar 05 litros de sangue por minuto nos nossos cálculos. Isto dá 300 l/h ou 300.000 ml/h de sangue, que passa inclusive pelos rins.

2- De linfa, os autores falam de 50 à 3000 ml/h. Se considerarmos a linfa proveniente do sistema digestório, este valor pode chegar a 3000 ml/h, mas considerando apenas a nutrição do organismo em si (desconsiderando a linfa capturada do sistema digestório), o valor de cerca de 100 ml/h com o organismo em repouso é o justo. Alguns autores falam em até 200 ml de linfa circulando por hora numa seção de drenagem linfática. Estes 200 ml/h referem-se à linfa total do organismo, excetuando a linfa proveniente do sistema digestório, como já comentado. Os mesmos autores falam que apenas 20% dessa linfa circularia profundamente, nutrindo ossos e cartilagens. Ou seja, apenas 20 ou 40 ml/h de linfa para nutrir ossos e cartilagens, que certamente não gastam tantos nutrientes quanto os músculos, por isto tão pequena.

3- A linfa tem seu retorno garantido à corrente sanguínea: o sistema linfático faz anastomose com o venoso.

4- Os exames que podem comprovar a acidez do organismo são feitos ou com o sangue ou com a urina. Agora vamos despejar 40 ml de linfa extra-profunda ácida por hora no sangue, que circula pelo coração a base de 300.000 ml/h e ainda é filtrado pelos rins. Façamos as contas: uma gota tem aproximadamente 0,1 ml. Terá passado aproximadamente 1,5 litros de sangue pelo local onde o sistema linfático faz anastomose com o venoso a cada gota de linfa extraprofunda que chegar lá. Calculando em pH. Linfa ácida não pode ter pH menor que 6,95. A situação é mais ou menos assim: 0,1 ml de linfa ácida, pH de 6,95, diluída em 1500 ml de sangue não ácido, pH de 7,4, que ainda estará sendo filtrado pelos rins e recebendo os resíduos metabólicos de todo o organismo. Façam e refaçam as contas. Certamente imperceptível nos exames de sangue e urina que avaliam processos inflamatórios.

5- Conclusão: linfa extra-profunda ácida de modo algum pode afetar a acidez do sangue, mas pode estimular terminais nervosos!

Resumindo e concluindo

Um dos supostos mistérios da Fibromialgia é a dor sem processo inflamatório.

Os exames que mostram inflamações são o de urina e o de sangue: resíduos ácidos acima do esperado. Não há exame da linfa extraprofunda para avaliar o pH ou os seus componentes.

O pH do sangue é ligeiramente alcalino: entre 7,4 e 7,45. Quanto aumentaria a acidez se despejássemos 0,1 ml (uma gota) de linfa ácida - pH 6,95, em um litro desse sangue, que continuasse a ser filtrado pelos rins e recebendo a acidez de todo o organismo, sabendo que os resíduos metabólicos dos músculos é muito, muito maior que a da linfa? E isto tudo sem poder controlar o mecanismo de controle da respiração, que mantém o pH do sangue constante?

Nada que pudesse ser medido nos exames atuais, pois o pH se manteria praticamente o mesmo.

Mas certos exames confirmam a acidez. O PROJETO DIRETRIZES e textos da internet confirmam a existência da sustância P em quadros de FM. A substância P é um ácido, lembro, mas a concentração aferida não é suficiente para identificar um processo inflamatório. Já sabemos por quê.

Assim acho muito coerente a afirmação: nas patologias genericamente denominadas Fibromialgias, a acidez se encontra normalmente junto a tendões e ligamentos, em locais de difícil drenagem, por isto não perceptíveis nos exames regulares.

Fim do mistério? Infelizmente não. Falta a comprovação científica. E ainda tem a fibromialgias que doem na pele toda e não apenas nas fibras. Como sempre afirmo: faltam pesquisas e estudos.

 

Continua no texto Fibromialgia 4.

 


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