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Reflexões para a Saúde

Fibromialgia 2

Duvidando que a Fibromialgia seja só um quadro

 


 

Conforme vimos no texto Fibromialgia 1 – Reconhecendo a Fibromialgia, a Fibromialgia é caracterizada por:

1) Dor difusa no corpo todo ou pelo menos na metade dele (esquerda ou direita, metade de cima ou baixo);

2) Sem inflamação, ou seja, os exames de sangue e urina não identificam processo inflamatório.

3) Devem ser feitos exames de modo a excluir outros males como artrites, reumatismos, mialgias e outros quadros.

4) São feitas avaliações complementares para confirmar a patologia:

a) Síndrome do Sono Irregular.

b) Síndrome do Intestino Irritável.

c) Síndrome da Fadiga Crônica.

d) Tendência à depressão.

e) Pelo menos 11 dos 18 tender points muito sensíveis ao toque.

f) Típico em mulheres que foram supermães ou supermulheres.

Neste texto e em outros para os quais os links estão abaixo, vamos questionar a validade das avaliações complementares – letras a à e.

Ora, nenhuma destas seis avaliações complementares serve como sintomas de Fibromialgia. Os cinco primeiros são decorrentes das dores: estão presentes em todos os quadros álgicos e, como ainda há pelo menos oito quadros álgicos sob o nome Fibromialgia, são utilizados para confirmar que a Fibromialgia existe.

Quanto às três primeiras avaliações, estão relacionadas com patologias também altamente questionáveis e para as quais já redigi textos. Os links estão abaixo:

a) Síndrome do Sono Irregular

b) Síndrome do Intestino Irritável

c) Síndrome da Fadiga Crônica

d) Tendência à depressão

Sobre a tendência à depressão. O primeiro problema é com a definição: o que é depressão? Também aqui vários quadros bem diferentes estão sob o mesmo título como comentei no texto O que é e os tipos de Depressão. O segundo problema é como os já comentados: este sintoma é típico em vários quadros. Sua presença não deveria ser arbitrariamente associada a apenas um desses quadros. Vejamos.

Pensemos assim: imagine um problema de saúde que disseram que não terá cura. Lupus eritematoso, câncer, DPOC, perna amputada, cegueira, fibromialgia ou outro qualquer. E imagine que esta patologia afeta diretamente as atividades do paciente. Como o DPOC impede mergulho profundo, a fibromialgia dificulta AVDs, o lúpus deixa sempre um estado de alerta e a cegueira restringe curtir por do sol e outras paisagens. É normal, é esperado que o cliente tenha certa tendência à depressão. Claro que alguns raros não se chegarão e outros sairão dela, mas a depressão é sempre mais regular entre os quadros sem solução que entre as patologias com cura total prevista no curto prazo. Por que só no caso da FM a tendência à depressão é um sintoma determinante, e nos outros quqdros, apenas um sintoma?

e) Pelo menos 11 dos 18 tender points muito sensíveis ao toque.

Acredito que seja a mais inútil, senão a mais covarde, das avaliações para a confirmação da FM.

Tender points são os pontos que, quando pressionados, inferem a FM caso pelo menos 11 dos 18 pontos provoquem dor insuportável (a ponto de o cliente/paciente retirar-se do toque).

Com que pressão os tender points devem ser pressionados? A obra PROJETO DIRETRIZES não define, mas os textos da internet sim: 04 kilos. Calcula o leitor o que são quatro quilos de pressão? Nos meus cursos, peço aos alunos que treinem num dinamômetro o esforço de 4 kgf. Depois os ajudo a localizar os 18 tender points nos colegas. São pontos normalmente muito sensíveis em todas as pessoas. Fora nos mais saradinhos, esta pressão é insuportável a todos, que rapidamente procuram retirar o corpo. Comprimir os tender points com quatro kgf de pressão é garantia de concluir que mais de 70% dos alunos, geralmente não fibromiálgicos, correm o risco de sê-lo!

Vale a experiência. Treine o leitor o esforço em qualquer balança: com a pressão de um de seus dedos, preferencialmente a borda radial do polegar, faça-a marcar cerca de 4 kgf. Depois localize com cuidado os tender points (clique para saber identifica-los). Tenho certeza que a grande maioria da população não suportará o esforço, subtraindo seu corpo ao dedo cruel.

Agora, procure pessoas com viroses. Todas não suportarão a dor, logo, devem estar com fibromialgia? Confira em pessoas em quadros pós-traumáticos e outras pessoas acamadas. Quase todos estarão com estes pontos muito, muito sensíveis. Ora, o fibromiálgico já é uma pessoa reconhecidamente  dolorida. Se já sente dores espontâneas, imaginem quando submetido a esta violência.

Pessoas com artrite, com virose, com rinite, após algum esforço (com ácido lático) e outros inúmeros quadros ligeiramente álgicos devem estar, em conjunto, com fibromialgia? Assim a prática de apertar os tender points, seja com a pressão de 4 Kgf ou não, além de desumana e cruel, não se sustenta, a não ser que queiramos provar que os doloridos estão doloridos ou que as fibromialgia atinge 90% da população com mais de 40 anos de idade.

Mas estrategicamente este teste só é feito em pessoas em que não se sabe o nome da patologia. Com o teste, provamos que estão com FM!

f) Típico em mulheres que foram supermães ou supermulheres.

Não conheci ainda a escala para aferir a mãe ou a mulher e lhes dar o rótulo de super. Então vou usar a minha sensibilidade arbitrária para avaliar, o que certamente não é nada científico.

Considero pelo menos 80% das mulheres são supermães ou supermulheres. Assim 80% das mulheres com cólica menstrual, com TPM, com fratura no braço, com alergia e bronquite foram ou são supermães ou supermulheres, como as fibromiálgicas.

Até agora ninguém me apresentou um trabalho com metodologia que associasse o fato de ser supermãe ou supermulher à FM. O fato é: a pessoa com dor, muita dor, se abstém de fazer as coisas que gosta. E fica lamentando este fato.

Mulheres e mães fibromiálgicas. A síndrome lhes restringe as atividades e elas reclamam do que não podem ou têm dificuldade em fazer. Sim, há um índice bem maior de reclamações em fibromiálgicos que em pessoas não fibromiálgicas, assim como em TODAS as patologias sem perspectivas de cura. Encontramos pessoas reclamando das restrições que a dor generalizada impõe, seja ela supermãe ou não, seja ela fibromiálgica ou não. Assim como a tendência à depressão.

Ou alguém viu uma pesquisa dizendo que o índice de supermães e supermulheres é maior entre as fibromiálgicas? Tipo assim: uma classificação de mulheres antes dos 30 as identificou e separou como supermães ou supermulheres, mantendo a pesquisa também com o grupo tido por normal. Após 20 anos este grupo apresentou um índice maior de FM que o outro. Alguém viu?

Nenhuma pesquisa assim foi apresentada até agora, pelo que eu saiba. Então como concluíram que as fibromiálgicas têm um índice maior de supermães e supermulheres

  Conclusão

A obra PROJETO DIRETRIZES reza na pg. 08:

 "A grande subjetividade dos sintomas e sinais, associada à falta de marcadores biológicos para os mecanismos fisiopatológicos atualmente conhecidos, torna o atendimento do paciente, e em particular a avaliação do impacto das intervenções terapêuticas, um grande desafio ao clínico.”

Acredito que este grande desafio seja realmente muito grande. Que outra opção? Sem referências efetivas, os médicos se esforçam em tratar os sintomas conforme sua gravidade. Na verdade, percebemos que lidam com a FM a partir dos sintomas, tratando-os um a um, seja com antiálgicos, ansiolíticos ou antidepressivos.

Mas não é necessário ser um pesquisador ou um cientista para perceber que o herculano esforço médico possui boa parte de arbitrariedade na caracterização a FM como uma patologia. Não sei se poderia ser diferente. Afinal o mal existe e pessoas sofrem dele, e muito, qualquer que seja o seu nome. Tratá-lo a partir dos sintomas certamente é a opção. Mas rotular os quadros com um único nome impede o aprimoramento dos protocolos, daí a minha acirrada crítica.

Se novas abordagens não aparecerem, vai continuar sendo tratada com uma grande variedade de medicamentos. Vale a pena ver na obra PROJETO DIRETRIZES: sugere um fármaco para cada sintoma: sono, intestino, ansiedade, dor... Não seriam sintomas que estão tratando um a um?

Algo que não precisava ser assim. Mas que garante, além da venda de fármacos antidepressivos e outros, consultas, programas e verbas para muitos da Saúde.

E por que eu, engenheiro civil e psicólogo, insisto em questionar tanto práticas médicas? Porque há cerca de 30 anos que procuro respostas científicas para compreender e lidar com este e vários outros males. E com sucesso.

Continua no texto Fibromialgia 3.

 


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