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Reflexões para a Saúde

Síndrome da Fadiga Crônica e a relação com a Fibromialgia

 


 

Mais cedo ou mais tarde, você provavelmente vai ser diagnosticado com depressão, ansiedade, fadiga crônica, burnout, fibromialgia, estresse ou outro quadro fácil de se identificar em você. Neste texto vamos questionar a Fadiga Crônica e a sua relação com a Fibromialgia. Deixemos os outros quadros para outras ocasiões, mas registre-se que têm algo em comum: a sindromização de sintomas.

O que é a síndrome da Fadiga Crônica?

Em acordo com literatura na internet, a síndrome da fadiga crônica é uma desordem complexa e desabilitante caracterizada pela fadiga profunda que não melhora com descanso deitado e que pode ser piorada por atividade física ou mental. Pessoas com síndrome da fadiga crônica geralmente funcionam em um nível de atividade substancialmente menor do que eram capazes antes do aparecimento da doença. Adicionalmente, pacientes reportam vários sintomas não-específicos que incluem fraqueza, dor muscular, memória prejudicada, piora na concentração, insônia e fadiga após exercícios exaustivos que dura mais de 24 horas. Em alguns casos a síndrome da fadiga crônica pode persistir por anos

A causa da síndrome da fadiga crônica não é identificada e não estão disponíveis testes diagnósticos específicos. Uma vez que muitas doenças têm fadiga incapacitante como um dos sintomas, deve-se ter o cuidado para excluir outras condições conhecidas, e geralmente tratáveis, antes de fazer o diagnóstico da síndrome da fadiga crônica.

Acho que não tenho muito a acrescentar, pois os assuntos pertinentes já foram comentados em textos anteriores: mais um sintoma sindromizado, um sintoma comum a vários quadros que, em vez de identificarem o mal, querem tratar apenas o sintoma. Primeiro procura-se reconhecer algum quadro já cadastrado. Não conseguiram? Coloca-se um rótulo, arbitram-se regras lógicas, sem apoio das estatísticas, evita-se falar em Etiologia, relacionam-se protocolos, cria-se uma nova associação e pronto: mais uma síndrome no mercado.

Problemas hepáticos perduram muito tempo e deixam a sensação de fadiga. Viroses prejudicam o metabolismo e podem deixar a mesma sensação. Estresse, também. Principalmente: inúmeros fármacos podem promover os mesmos sintomas! Ora, se estresse e fármacos podem promover o sintoma, e isto inclui inúmeras possibilidades, chamar o sintoma de síndrome é tão útil quando sindromizar a FM: faz passarmos ao tratamento antes de sabermos os motivos. Pior! Com o diagnóstico fechado, a busca pelo verdadeiro mal que gerou o sintoma se encerra. Bom para o médico, que não será mais cobrado, apenas receberá seus honorários. Bom para os laboratórios, que venderão remédios para o sintoma. Bom para os pacientes?

Por que não considerar a fadiga crônica como sintoma do estresse, já que a perturbação hormonal do estresse provoca este sintoma? Ou um sintoma do uso de fármacos? Ou do uso de psicotrópicos? Lembre-se: não há exame para confirmar a síndrome, é apenas uma conclusão quando não se identifica o mal. Ou não se deseja acusar fármacos pelo sintoma, por exemplo.

E ainda tem o lado psico-relacional: frustrações, solidão, traição e muitos quadros nos levam a sensação de não saber o que fazer, de ter a vida sem sentido, gerando exatamente este sintoma.

Insisto: SINTOMA! Não doença, síndrome ou transtorno. E repito: ao se fechar o diagnóstico, encerram-se as buscas por compreensão do mal, sobrando apenas a opção farmacológica por tratamento, claro.

Conclusão: tenho minhas dúvidas quanto à existência desta síndrome por si só.

Falemos da relação desta com a Fibromialgia. Ora, todos os sintomas associados à Fadiga Crônica estão presentes na Fibromialgia e vice-versa. A diferença é apenas a seguinte: a Fadiga Crônica parece uma FM onde a dor é menos importante que a fadiga e vice-versa: a FM é uma Fadiga Crônica onde a dor é mais relevante que a fadiga. A meu ver e em acordo com a minha clínica de mais de 30 anos com esses males, não passam de sintomas.

Outras diferenças e semelhanças importantes entre a Fadiga Crônica e a Fibromialgia

No caso da fadiga crônica relata-se que ela é aliviada em algum tempo, quiçá anos. Mas é o que vejo com muitos casos de FM. Lembre-se: os textos dizem que a FM não tem cura, mas também dizem que ocorre mais entre paciente entre 40 e 50 anos, menos presente em pacientes acima dos 60. Ou os pacientes com FM falecem disto, o que não é verdade, ou se curam, negando a asserção que diz que a FM não tem cura.

Não há exames de laboratório específicos para identificar a fadiga crônica. Nem para a FM. A fadiga crônica costuma ser associada a pós quadros de baixa de imunidade e desgastes emocionais. O mesmo ocorre com a FM.

A fadiga crônica é definida pelo International Chronic Fatique Syndrome Study Group, que define protocolos bem diferentes dos protocolos para avaliar a FM definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia e seus sucessores. Mas podemos observar que seguem os mesmos passos: arbitrariedade e seleção de sintomas em vez de preocupação em fundamentar e explicar os sintomas. Por que insisto no paralelo entre a síndrome da fadiga crônica com a FM? Porque, na prática, estas pessoas se atravessam entre uma e outra síndrome: ora mais fadiga, ora mais dor.

Há outra diferença muito importante. As supostas causas associadas à fadiga crônica (mais fadiga que dor) são mais fáceis de debelar como viroses e processos inflamatórios. No caso da FM, costumamos encontrar vários problemas sérios como um grupo de problemas na coluna, hipotireoidismo e toxinas no organismo, que são coisas que envolvem mais a sensação de dor, menos a fadiga e perduram por muito mais tempo.

Conclusão: Fadiga Crônica e Fibromialgia não me parecem síndromes, mas sintomas transformados em síndromes para facilitar a rotulação de algum problema que não se consegue ou não se quer identificar. Assim o uso de uma delas para confirmar a outra não se fundamenta à luz das ciências. 

Pessoas sofrem por quadros sociais, de relação de trabalho, por má alimentação, falta de exercícios apropriados e pressões familiares. Em vez de compreendermos o processo e buscarmos alternativas, elas aceitam rótulos como depressão, ansiedade, fadiga crônica, burnout, fibromialgia, estresse e outros. E a partir daí, sinto muito, mas só fármacos mesmo. Ou muito dinheiro para trocar tudo na vida. Como se não houvessem opções.

Este texto faz parte de uma série sobre a fibromialgia e outras síndromes ou transtornos. Veja o próximo: Fibromialgia 1- Reconhecendo a Fibromialgia.

 


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