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Reflexões para a Saúde

Café e Depressão

 


 

Sobre alimentos que influenciam nossa capacidade de sentir prazer, o café por exemplo

Quando discutimos qualidade de vida, sabemos da importância de muitos fatores. Como a escolha estratégica dos objetivos de vida, a relação com os companheiros e a família, os cuidados que temos conosco e até as leis que defendem nossos direitos. Mas esquecemos de avaliar os neurônios e as suas funções. Sabemos que emoções produzem neurotransmissores e hormônios que nos afetam. Tudo que sentimos, sentimos porque temos neurônios e esta afetação também afeta nossos neurônios. Assim tudo que afeta nossos neurônios atua diretamente nas nossas sensações porque altera nossa capacidade perceptiva.

1) Sabemos que fatos agradáveis ou prazerosos estimulam áreas do cérebro, com destaque ao hipotálamo. A produção de certos estimulantes desta glândula (os hormônios oxitocina e serotonina, principalmente) está diretamente ligada às sensações prazerosas e à qualidade do sono. Hormônios do hipotálamo promovem a regulação do sono, das vísceras e da grande maioria das outras glândulas.

2) Sabemos que a dor, fatos desagradáveis e situações de ameaça estimulam outra área, o sistema nervoso simpático, com destaque ao tálamo. Estas condições (dor e situações de ameaça) provocam aumento na produção de certos hormônios e, o que nos interessa destacar, REDUZEM os hormônios do prazer (oxitocina e serotonina).

3) Ora, os efeitos da cafeína são comparáveis aos efeitos neurológicos de se sentir ameaçado (veja as reações da cafeína no texto Café e Dor): mais adrenalina e dopamina no sangue, dilatação das artérias, aumento do ritmo cardíaco etc.

O que esperar do café?

O que podemos esperar de alguém que consome diariamente cafezinhos, a ponto de sentir-se mal se ficar sem o consumo desta droga?

No que diz respeito à qualidade de sentir-se bem e feliz, o que esperamos dos viciados (seja em café, futebol, maconha, novelas ou cocaína) é o estado depressivo. Uma das características dos drogados é a depressão entre as fases de consumo: o estímulo neurológico das drogas é tão grande que os neurônios ficam sem capacidade de serem normalmente estimulados entre um consumo e outro da droga. Paladar, amor, respeito aos outros, carinho, prazer sexual, olfato, ética, dor, enfim, tudo que depende dos neurônios - e tudo depende deles - fica reduzido.

Sabe aquela eterna sensação de insatisfação? Com tudo mesmo. Sabemos que a grande maioria de nós, na atualidade, não está satisfeita com o parceiro, aquela pessoa cheia de vícios e dificuldades; tampouco feliz com os filhos, aqueles rebeldes que dão pouco valor ao que têm; também insatisfeitos com a moradia, que podia ser melhor ou reformada.

Mesmo em relação aos progenitores, não vemos mais a idolatria e satisfação de tempos passados. Sabemos que hoje em dia não basta termos um parceiro, é necessária alta qualidade no companheirismo; não é suficiente um ato sexual, mas ele deve ter alta performance; não chega termos muitos conhecidos, precisamos de amigos fidelíssimos. Sim, reparamos que as diferenças de desejos e satisfações mudaram muito mais do que se discute.

Ora, não nos contentamos com pequenos prazeres mas apenas com grandes vitórias. Além de outros fatores relevantes, as condições neurológicos podem estar envolvidas?

Falamos da sensação de insatisfação tão geral, tão bem inserida no sistema de consumo, que é até defendida: quem não tem o desejo de evoluir não serve para viver; evoluir é a natureza do homem.

Dá para sair da dependência?

Sozinho é muito difícil. Se quiser ser acompanhado, dificilmente encontramos quem nos acompanhe.

Quem evita produtos com cafeína é reconhecido por maníaco. Além de difícil de conseguir, não tem o apoio de muitos.

Remédios para dor e problemas respiratórios, refrigerantes e vários alimentos possuem cafeína em sua composição.

O sistema de capital precisa da sensação de insatisfação geral para incandescer o consumo. Nisto o café ajuda.

O ritmo frenético que temos precisa de pessoas mais rápidas, mais resistentes e mais estressadas. Nisto o café também ajuda.

Achocolatados e bebidas a base de cola são ofertados diariamente. E aumentam, a princípio ou em pequenas doses, as sensações prazerosas, como todo viciado sabe e as pesquisas confirmam. Pena que depois cause o estado depressivo.                                                                                                         

A eterna insatisfação com os dias atuais e a busca por direitos já se tornaram bens inalienáveis das pessoas maduras e responsáveis. Um grande prazer ao cheirar uma flor, ao sentir um toque da pessoa amada ou ao saborear uma iguaria é para os não adultos: criancinhas e anciãos.

Você viu esta pesquisa?

Qual a intensidade do prazer de estímulos pequenos como receber uma flor, um bem vindo!, um beijo ou um até logo em três situações: sob o efeito do consumo de cafeína, no estado de abstinência em consumidores desta droga e em pessoas que não a consomem?

Como já disse, sei que existem muitos outros fatores na compreensão do prazer e da felicidade humanos que não podem ser esquecidos. Mas se o consumo de cafeína pode tanto ajudar quanto prejudicar nossa qualidade de vida, deveríamos investigar mais sobre os seus efeitos.

 

 


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