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Reflexões para a Saúde

Acidez no Sangue

 


 

Regularmente comento que a qualidade do sangue está na essência da maioria dos males.

O pH do sangue é ligeiramente alcalino. No sangue arterial fica entre 7,45 e 7,4 enquanto que, no venoso, entre 7,4 e 7,35. Índice de pH abaixo de 7,35 caracteriza acidose enquanto que acima de 7,45, alcalose. Um pH próximo de 6,95 pode provocar estado de coma enquanto que o pH acima de 7,7 pode desencadear espasmos, hipersensibilidade, irritação e convulsões. O organismo humano não sobrevive com o pH do sangue abaixo de 6,86 ou acima de 7,94.

Todas as inflamações correspondem à acidez. Artrites, tendinites, metrite, espondilites, rinite, sinusite, bursites, tendosinovites e todas as patologias terminadas em ite correspondem a processos inflamatórios. Exceto a popular celulite, que não é essencialmente uma inflamação. E certamente resíduos ácidos promovem a sensação de queimação.

Quanto maior a acidez:

1) A sensação dolorosa aumenta. Os nociceptores (neurônios que sentem dor) são estimuláveis por ácidos e por pressão. A sensação de dor aumenta a medida que a acidez do sangue aumenta mesmo sem aumentarmos outros estímulos nesses terminais nervosos.

2) Outras respostas neurológicas diminuem, inclusive as cerebrais. Porque a acidez dificulta o transporte de oxigênio pelas hemácias e o organismo necessita dele para funcionar.

3) Há maior índice de doenças. A má resposta neurológica com a falta de oxigênio facilita disfunções hormonais e viscerais de todos os tipos. Sejam nos batimentos cardíacos, nos pulsos que regem os músculos, nos mensageiros, no peristaltismo, na produção dos hormônios, nas respostas imunológicas e de defesa e em praticamente todos os sistemas orgânicos.

4) Há maior índice de contaminação. A grande maioria dos vírus, fungos e bactérias prolifera melhor em meios ácidos. Por exemplo a erisipela. Nas terapêuticas naturais, quase sempre uma alimentação alcalinizante consegue aliviá-la em poucos dias, com redução de sua reincidência. 

5) Aumento dos casos de edemas e má absorção de nutrientes. A circulação linfática é muito sensível ao pH. A acidez dificulta ao organismo absorver os nutrientes do sistema digestório, uma das funções da circulação linfática, e facilita os edemas (inchaços), o que dificulta a retirada dos resíduos metabólicos dos espaços intertisciais (entre as células), outra das funções do sistema linfático.

6) Maior índice de osteoporose e perda de massa muscular. O organismo utiliza, entre outros mecanismos, o cálcio e o magnésio para regular a acidez do sangue (mecanismo nomeado tamponagem – quando o cálcio livre, no colágeno ou em outra proteína é utilizado pelo organismo para equilibrar o pH). Normalmente estes minerais estão no colágeno, em outras proteínas ou armazenados nos ossos, donde podem ser retirados para que a tamponagem ocorra. Bom exemplo é a condromalácia patelar em desportistas e outros que esforçam muito os músculos das pernas.

7) Problemas musculares. O pH afeta diretamente as sinapses musculares, a irrigação e a oxigenação muscular.

8) Aumento da taxa de radicais livres. Os radicais livres são moléculas de oxigênio que perderam um elétron nas interações com outras moléculas e tentam se equilibrar roubando elétrons de outras moléculas. Reagem com oxigênio ou outro componente como silício em busca de seu equilíbrio elétrico. Em falta destes, destroem moléculas de colágenos, fator de reconstrução e manutenção do tecido humano. O sangue ácido, como já vimos, diminui tanto o oxigênio bom do sangue quanto os nutrientes, aumentando o ataque dos radicais livres ao colágeno.

Conclusão. Enfim, adoecimento e envelhecimento precoce do organismo.

 

Controle orgânico da acidez

Além da alimentação (mecanismo externo), possuímos alguns mecanismos internos para controle do pH: o sistema renal, os centros de controle da respiração e a tamponagem.

O sistema renal é o principal mecanismo de eliminação dos ácidos, geralmente em forma de amoníaco. Mas não o mais rápido no controle do pH do sangue.

O metabolismo celular resulta, além de outros produtos como alguns ácidos graxos, na produção de bicarbonato de sódio e o anidrido carbônico ou ácido carbônico (H2CO3, que se transforma em gás carbônico e água – CO2 e H2O). Estes dois produtos são os principais reguladores do pH do sangue.

Os centros de controle da respiração (no cérebro) fazem papel fundamental no equilíbrio entre o bicarbonato e o anidrido carbônico. A respiração mais profunda e mais rápida faz o corpo eliminar mais gás carbônico, diminuindo o volume do anidrido carbônico (a água nutre células e o excesso sairá pela urina).

O sistema renal é o principal mecanismo de eliminação dos ácidos, geralmente em forma de amoníaco. Mas não o mais rápido no controle do pH do sangue.

O metabolismo celular resulta, além de outros produtos como alguns ácidos graxos, na produção de bicarbonato de sódio e o anidrido carbônico ou ácido carbônico (H2CO3, que se transforma em gás carbônico e água – CO2 e H2O). Estes dois produtos são os principais reguladores do pH do sangue.

Os centros de controle da respiração (no cérebro) fazem papel fundamental no equilíbrio entre o bicarbonato e o anidrido carbônico. A respiração mais profunda e mais rápida faz o corpo eliminar mais gás carbônico, diminuindo o volume do anidrido carbônico (a água nutre células e o excesso sairá pela urina). Uma respiração menos profunda e mais lenta elimina menos gás carbônico. Assim estes centros controlam o pH do sangue. E reagem em poucos segundos ao aumento ou diminuição do pH. Basta um esforço maior, ingestão de produtos ácidos ou uma situação de ameaça.

Tamponagem

Outros mecanismos de controle do pH podem ser utilizados, como o uso de componentes alcalinos (cálcio e magnésio) na redução dos ácidos. Em estética, por exemplo, utiliza-se o silício para a captura dos radicais livres. Normalmente no nosso organismo os ácidos que não são eliminados pela urina reagem com moléculas de cálcio quelado (muitas vezes cedido pelos ossos) ou com proteínas como o colágeno (que possuem cálcio e magnésio).

Como resultado podemos ter a condromalácia patelar – resultado de muito esforço físico com os músculos da perna e redução das cartilagens da patela pela perda do colágeno utilizado para a tamponagem.

Outros fatores acidificantes

Além dos ácidos próprios do metabolismo celular, outros ácidos podem ser produzidos pelo organismo ou serem a ele incorporados.

O ácido úrico é resultante do metabolismo de gorduras.

O ácido lático pode ser produzido pela contração dos músculos estriados.

A substância P, um neurotransmissor produzido pelos neurônios, é um ácido.

Resíduos metabólicos da decomposição de proteínas, por exemplo, também deixam resíduos ácidos. Como no caso dos diabéticos que, por não utilizarem a glicose, mas proteínas na nutrição celular, possuem alto índice de ceto-ácidos.

Os glóbulos brancos, outros macrófagos e alguns componentes do mecanismo de defesa, são altamente ácidos (por isto o catarro irrita tanto as mucosas).

Muitos alimentos são ácidos ou acidificantes. Como produtos com ácido acético (vinagres, picles, ketchup e seus derivados), muitos dos conservantes alimentares, açúcar e seus derivados e alimentos que, quando cozidos, produzem algum ácido. Como o tomate e o repolho que, ao natural, tem pH alcalino e são ótimos para a saúde. Mas, cozidos, nem tanto.

Nosso controle sobre a acidez

Atuamos de diversas formas sobre a acidez do nosso sangue.

Nutrição. Não é necessário ser da Saúde para reconhecer que principalmente a nossa alimentação pode aumentar ou regular o pH.

Atividades físicas. Os exercícios e o batimento cardíaco são os principais responsáveis pela circulação de linfa, sistema importante na retirada dos resíduos metabólicos do meio intersticial (entre as células), que passará ao sistema venoso/arterial e circulará pelos rins. O excesso dos exercícios, no entanto, pode deixar resíduo ácido (ácido lático).

Respiração. Até mesmo o nosso controle sobre a nossa respiração afeta o pH do sangue. Onde também entra os males que afetam nosso pulmão, como as fumaças tóxicas e problemas do sistema.

Conclusão

Há algo muito importante para a saúde que simplesmente não atentamos diretamente: a acidez do sangue. Apesar de muitas terapias promoverem protocolos que alcalinizam o sangue, estes mecanismos, em si, costumam ser ignorados.

 


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