| Terapia Alternativa | |||||||||
| Massagem nos Pés | |||||||||
Reflexologia Podal Consiste no ato de massagear certos pontos ou áreas nos pés no intuito de promover reações de cura em outras partes do corpo ou em alguma víscera. Tão logo nos admiremos da eficácia da terapia, nos proporemos a adquirir livros. Espanto se seguirá ao percebermos que os mapas são diferentes, e muito. Na apostila do curso e no texto original (obra Como as Medicinas Naturais Funcionam) apresentamos oito bibliografias com o ponto reflexo do estômago em áreas diferentes. Para dar conta deste espanto, investiguemos um pouco a História. Acredita-se que a reflexologia se originou na China há, aproximadamente, 5.000 anos. O registro mais antigo com referências a massagear um pé foi encontrado na tumba de um médico egípcio, Ankmahor, no Egito, com data estimada em torno de 2500 a 2330 a.C. Figura abaixo. |
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Os primeiros estudos na área foram realizados na década de 1890 por Sir Henry Head, de Londres. Em 1898, ele acreditou ter descoberto a existência de zonas da pele que se tornavam hipersensíveis à pressão quando um órgão ligado por nervos a essa região da pele apresentava alguma doença. Durante as primeiras décadas do século XX, apareceram os mapas, alguns comentados ao início deste texto. Não é difícil compreender como os autores comprovam a reflexologia podal: associação direta com o corpo humano. A maioria dos autores, no desenvolvimento da reflexologia, costuma superpor o corpo humano ao pé e, a partir disto, fazer as associações. Como superpor só um pé apenas sobre o abdome (o estômago ficaria no centro, praticamente entre as cabeças dos metatarsos), os dois na mesma área (essa víscera ficaria na parte interna do pé), ainda na região dos metatarsos, em ambos os lados ou apenas do lado esquerdo, conforme o autor) , um pé sobre o tronco (o estômago, então, fica mais ao centro do pé), os dois na mesma região (e o estômago fica no meio, mas na parte media). Assim podemos compreender porque certos mapas possuem o estômago apenas no pé direito: a superposição foi com os dois pés. Conforme a superposição, o estômago pode estar mais para o centro ou para a região do metatarso. A superposição pode ser feita ainda com o paciente e o pé em lateral, sobre o dorso do pé e assim por diante. Há quem coloque o abdome na sola do pé e o tórax no dorso, por exemplo.
Estes efeitos podem ser os objetivos do terapeuta quando pratica a reflexologia: 1) A Fisiologia apresenta o reflexo cutâneo-hipotálamo-visceral confirmando que massagens suaves, em qualquer área do corpo, em especial áreas muito enervadas como os pés, as mãos e as orelhas, pelo reflexo que conseguem no hipotálamo, afetam razoavelmente as atividades viscerais e hormonais. As massagens suaves se prestam melhor à produção de serotonina e reações hipotalâmicas, com ação direta nas vísceras. 2) As massagens profundas ativam reações parassimpáticas, logo, são mais utilizadas quando o interesse é a produção de endorfinas e dopaminas (alívio de dores) e o combate ao estresse. 3) O alongamento de qualquer dos músculos do corpo promove relaxamento nos outros e ação reguladora nas vísceras. Schultz1 destacou a importância dos exercícios respiratórios diafragmáticos com essa finalidade. 4) Sabemos que movimentos cinéticos facilitam relaxamento, compensação muscular, melhoria da circulação de sangue e linfa, com ação até na fixação do cálcio nos ossos. Assim as manobras de alongamento e circundução também devem ser indicadas. 5) Recursos diversos, como cuités (foto), bambus, pedras e outros recursos cativantes, aumentam as sensações neurológicas, aumentando as reações. 6) Protocolos permanentes como ponto quartzo ou magnético promoverão estímulos por dias, ampliando vários destes mecanismos. Existem ainda outros mecanismos, mas estes, por hora, nos bastam.
Porque o toque funciona. Como sabemos, qualquer ponto dolorido, se massageado, pode afetar a função de uma víscera. Outro fato que facilita acreditarmos nos mapas é que, estatisticamente, eles tendem a acertar: todos teremos, mais cedo ou mais tarde, problemas nas vísceras ou partes do corpo, especialmente depois de termos compensações musculares, que deixarão pontos doloridos nos pés. Uma conhecida comentou que uma podóloga lhe identificou um ponto dolorido e, de acordo com o mapa que possuía, referia-se ao estômago. A cliente conferiu: teve CA na víscera. Mas se a reflexologista dissesse ser o ponto do pulmão, a cliente confirmaria que acabara de sair de uma gripe; se fosse o ponto do coração, do cérebro, dos rins ou da coluna, todos, nesta cliente, seriam justificados!
Gosto da seguinte experiência a ser feita em turma de interessados. Aperto a sola do pé de cinco participantes preferencialmente com mais de 30 anos de idade em vários pontos; sempre escolho a base da cabeça do metacarpo do hálux para imprimir maior pressão, cuidando que nenhum dos presentes repare isto; este ponto sempre dói à minha pegada. Findo os apertões, afirmo para os modelos: em você doeu no ponto do coração, em você, no do estômago, em você, no da coluna, em você no dos intestinos e em você, no do pâncreas. Ora, quem não tem algum problema de ordem emocional que, supostamente, deixaria o ponto do coração sensível? Como um pouco de medo de não pagar as contas, algum atrito familiar ou a sensação de ameaça pelo alto índice de assaltos? Certamente acertei e o primeiro confirma. Vai ser difícil achar alguém que não sofre de azia, não se alimenta de alimentos com agrotóxicos ou não toma suas refeições fora de casa. Mais uma vez, sempre acerto. Quanto ao terceiro e quarto modelos, impossível não concordarem comigo. Mas o quinto pode discordar e torço para que isto ocorra. Então explico: trata-se de um alerta porque as medicinas naturais são preventivas. A dor refere-se a algum cansaço ou disfunção da energia do pâncreas, como a absorção de energia que, se faltar, pode provocar anemia e cansaço. E não é que a pessoa costuma sofrer, pelo menos eventualmente, de cansaço? Complemento ao público: se não tratar, a víscera vai adoecer. Nada mais real: se não tratarmos do estômago, dos rins, da imunidade etc. e tal, iremos adoecer. E isto é utilizado para comprovar a reflexologia. Quanto ao pé, costuma receber esforço de compensação por qualquer dor nas costas, nas pernas ou nos joelhos. Natural que, constantemente, tenha seus músculos e alguns pontos doloridos. Massageá-los promoverá um relaxamento muscular em outras regiões. Como já comentamos, o relaxamento muscular facilita melhor vascularidade visceral com ação reflexa nas vísceras, confirmando que uma boa massagem nos pés promove, além de relaxamento em músculos em outras partes do corpo, reações viscerais.
Quanto à origem ser egípcia ou não, há uma gravura oriental (Índia) na qual uma serviçal de Shiva, um deus hindu, está lhe aplicando batidas nos pés, com o uso de um martelinho. Mais uma vez, é necessário imprudência, se não má fé, para afirmar que essa serviçal conhecia a reflexologia podal e que pretendia não apenas martelar suavemente os pés do seu mestre, mas promover-lhe cura em certa víscera ou região do corpo associada ao ponto em que está aplicando os golpes. Porventura estaria o deus doente? Ou mais um esforço em achar créditos extras a uma terapia certamente eficaz? Ou seja: as pessoas interessadas vêem reflexologia em gravuras em que, efetivamente, vemos apenas massagem. Mas massagem não é reflexologia, apesar de a massagem conseguir efeitos terapêuticos, facilitando a confusão. Daí a existência de tantos mapas diferentes de reflexologia podal. Os mapas só servem para dividir os terapeutas que insistem que os seus são mais verdadeiros que os dos outros. |
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