Tratamento Complementar
Pé Chato na Terceira Idade

Males provocados pelo PÉ CHATO na Terceira Idade e tratamento complementar

por Carlos Roberto Serrão Haddad

O que é

Também chamado de pé plano. Quando o lado interno da planta do pé encosta ou está bem perto do chão (má formação do arco plantar).

Comum nas crianças, só costuma ser tratado quando provoca dor. Há poucas décadas os ortopedistas recomendavam o uso generalizado de bota ortopédica mas esta orientação caiu em desuso porque era ineficaz: o arco normalmente se faz sozinho por volta dos três ou quatro anos de idade, independente do uso dessas botas.

A maioria dos casos infantis não gera dor alguma. Quando ocorre dor, via de regra, esta é difusa, sem uma localização específica. Andar em areia para forçar o arco costuma ser recomendado e raramente a cirurgia é necessária.

No caso de adultos registram-se casos de desenvolvimento ou agravamento do pé chato que podem chegar à indicação cirúrgica. Isto ocorre quando dois ossos do pé se fundem: o processo evolui e a dor aumenta gradativamente, daí a necessidade de tratar logo ao início dos sintomas: é mais fácil.

 

Consequências ignoradas do pé chato

O pé chato pode provocar ou agravar vários males. A má formação do arco plantar provoca compensações na marcha e na postura. Isto facilita principalmente problemas articulares nos joelhos, nos tornozelos, na cintura pélvica e na região lombar. A compensação muscular costuma afetar até a região cervical promovendo dores de cabeça. Ciatalgia, cervicalgia, artrose, artrite, má circulação, tendinite, pata de ganso, entorse de pé e muitos outros males serão identificados, responsabilizados e tratados em pessoas com esse problema. Mas com pouca eficácia: se não corrigimos pelo menos um pouco as posturas da pessoa, manteremos algo que trabalha a favor do mal e contra a terapia.

Se o cliente estiver um pouco acima do peso  então, sua obesidade será responsabilizada tanto pelo pé chato quanto pelos problemas artromusculares. O que não deixa de ter certa razão: o peso amplifica esses males.

 

Orientação alternativa

Há mais de vinte anos o mestre Bartolomeu já orientava o uso complementar do banquinho de meditação para tratar os males articulares de pessoas com pé chato, qualquer que fosse a região dolorida. Desde esta época eu e outros terapeutas fazemos o mesmo, com ótimos resultados.

Existe uma posição de yoga que consiste em ajoelhar-se e sentar-se sobre as próprias pernas. A posição força e muito o arco plantar. Mas a posição comprime por demais a circulação da perna e a sua estrutura, impossibilitando que idosos, obesos e muitas outras pessoas não consigam se manter ou mesmo alcançar tal postura.

É aí que entra o banquinho. Ele é colocado por cima dos tornozelos de modo que a pessoa possa sentar sobre ele, aliviando quase todo o peso que incidiria sobre as pernas e os joelhos. Os joelhos ficam livres o suficiente até para que possam ser levantados. Como todo o peso sobre o banquinho, o cliente tem pressão apenas no arco plantar: o que desejávamos.

 

 

Restrições e outros usos do banquinho

Basta olharmos para a foto acima para percebermos que o banquinho também colabora na reabilitação de casos de retificação do arco lombar e no alongamento dos quadríceps.

Problemas lombares (hiperlordose lombar, listese de vértebras lombares e outros) podem inviabilizar o uso do banquinho assim como obesidade mórbida e restrições na flexão dos joelhos. Assim se torna altamente recomendável que o uso deste banquinho com finalidade reabilitadora seja sob a orientação de um fisioterapeuta.

 

Pesquisas que gostaria de ver

Como o pé chato atua no agravamento dos males artromusculares;

Em quais desses males o uso dos banquinhos de meditar realmente possui ação reabilitadora e em quais é contra-indicado. 

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