| Tratamento Complementar | |||||||
| Osteoporose | |||||||
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por Carlos Roberto Serrão Haddad Da obra Como as Medicinas Naturais Funcionam A osteoporose é uma doença óssea metabólica que resulta da carência de cálcio nos ossos. O diagnose regularmente é feito a partir do exame densitometria óssea, que mede a quantidade de cálcio no osso. Com a idade, os ossos perdem cálcio. Certa curva já levantada pelas pesquisas mostram essa perda. Se o exame mostrar que a densidade óssea está um pouco fora do esperado, chama-se de osteopenia; quando a perda é maior, de osteoporose. Densidade óssea. É a quantidade de cálcio que temos nos ossos. A densidade dos nossos ossos costuma crescer razoavelmente até cerca de 18 (raparigas) ou 20 (rapazes) anos. A partir daí o ganho é pequeno, iniciando perda por volta dos 30-35 (mulheres) ou 35-40 (homens) anos de idade. A princípio não se conhecem as causas da osteoporose, apenas os seus fatores de risco. Mas não será difícil relacioná-las a partir desses fatores. A osteoporose está relacionada com os seguintes fatores de risco:
Vejamos não obrigatoriamente nesta ordem por que podemos relacionar esses fatores de risco com as causas da osteoporose. Mas antes falemos um pouco sobre os hormônios estrogênios e a Tamponagem. Sobre os hormônios estrogênios Os hormônios envolvidos com a menopausa são os hormônios estrogênios. Existem pelo menos 60 formas desse hormônio circulando no corpo de homens e mulheres, mas duas são mais importantes no organismo feminino quanto ao período menopausal: o estradiol e a estrona. O estradiol é de longe o mais importante. É importante nas contrações da trompa de falópio, no preparo do útero para receber o óvulo e em vários outros mecanismos reprodutivos. Possui ainda cerca de 300 atividades desde a manutenção dos tecidos (pele, ossos e vasos sanguíneos), nas funções mnemônicas (memória e outras do cérebro) e em várias atividades metabólicas. O Estrona é uma versão atenuada de estradiol. Secretado pelas células de gordura e durante a gravidez, pela placenta, é o tipo que predomina na mulher após a menopausa. Ele tem sua importância mas não é tão poderoso quanto o estradiol a ponto de evitar o processo de envelhecimento. Por isso as mulheres ficam mais vulneráveis ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares ou osteoporose após a menopausa. A secreção do estradiol se dá por um conjunto de hormônios liberados pelo hipotálamo, pela glândula pituitária (hipófise) ou devido a hormônios produzidos por estimulo destes. Destacam-se o Hormônio Folículo Estimulante, ou FSH e o Hormônio Luteinizante ou LH. Nas mulheres eles agem em fases alternadas: o FSH entra na primeira metade do ciclo, para induzir os ovários a produzir estradiol, cuja concentração aumenta quando o óvulo está maduro; isto avisa à hipófise de que o trabalho foi feito e está na hora de parar a produção de FSH e lançar a segunda gonadotrofina na circulação: o LH, que ajuda o óvulo a romper a casca folicular para cair numa das trompas. Quando os ovários reduzem suas atividades, algo após os 40 anos de idade, o índice de estradiol não aumenta de modo a avisar à hipófise que deve parar a produção de FSH e começar a de LH. A hipófise reage aumentando a produção de FSH e, ao mesmo tempo, lançando o LH. Este desequilíbrio hormonal promove aumento metabólico. A temperatura do corpo feminino mantém-se acima da média durante o período perimenopausal, chegando aos fogachos (sensação de calor comum na menopausa e responsável pelo título climatério). Tamponagem É o mecanismo orgânico para equilibrar o pH. Os resíduos metabólicos, em sua maioria, são ácidos. Além deles, outros fatores acidificam o sangue. Para manter o nível de acidez sob controle, nosso organismo utiliza o magnésio e o cálcio circulantes no sangue e, na redução do índice desses minerais, libera cálcio dos ossos. Portanto todos os fatores acidificantes do sangue podem ser responsáveis pela perda de cálcio. h)Período perimenopausal ou pós-menopáusico Já vimos que a perturbação hormonal no período perimenopausal promove aumento metabólico no organismo feminino. Além de manter a temperatura um pouco acima do normal, ainda ocorrem as transpirações excessivas (esforço orgânico de reduzir a temperatura) e as sensações de fogachos. Ora, o aumento do metabolismo incorre em aumento dos resíduos metabólicos, que são ácidos. Com o sangue mais ácido, resta ao organismo reduzir suas reservas de cálcio, o que facilita o aparecimento da osteoporose. f) Sexo feminino Como o período perimenopausal só ocorre em mulheres, naturalmente é neste sexo que ocorrem mais casos de osteoporose. Vale registrar que a osteoporose é muito incidente em homens. Calcula-se que 30% das fraturas de fêmur em homens sejam devido a este problema. Registram-se três características que os fazem ter menos perda de cálcio dos ossos que as mulheres: 1) Começam mais tarde a perder a massa óssea. muscular Os estudos sobre a massa óssea mostram que nossos ossos ganham substancialmente consistência até 18 (mulheres) ou 20 (homens) anos de idade, em média; após essa idade, o ganho é pequeno até o período de 30-35 (mulheres) e 35-40 anos (homens); a partir daí, começam a perder cerca de 1,5% ao ano, em homens e mulheres. Não apenas massa óssea, mas também músculos e ligamentos. Motivo: redução do cálcio quelado, também responsável pela diminuição da quantidade de osteoblastos, responsáveis pela formação dos ossos. d) Pessoa magra e/ou frágil Pessoas magras ou frágeis possuem baixas reservas de gordura. Sabemos que a menopausa se instala após a parada total da produção de óvulos e que o hormônio estrógeno estrona, liberado pela queima de gorduras, é o principal hormônio estrógeno na menopausa. Ora, pessoas magras ou frágeis não possuem reservas de gordura, logo, não contam com suficiente hormônios deste tipo para regular seu metabolismo. Outro fato inerente a esta questão é a celulite em idosas. Sabemos que mulheres em idade avançada não possuem celulites pelos mesmos motivos em que os seus peitos ficam muito caídos: queimam gordura para produzir o estrona, o que possui estes dois resultados. e) Maratonistas É fácil explicar porque maratonistas estão entre os fatores de risco da osteoporose: 1) Têm ou tinham o hábito de sobrecarregar o organismo com o ácido lático, resíduo metabólico dos esforços no ciclo anaeróbico de queima da glicose. Como já vimos, pelo fenômeno tamponagem o organismo libera cálcio no intuito de equilibrar o PH do sangue. 2) E ainda acumulam os motivos das pessoas frágeis e magras: possuem poucas reservas de gordura para liberarem o estrona. g) Baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D Este item não preciso desenvolver: é de conhecimento comum a necessidade da vitamina D e da exposição ao Sol, que facilita que a provitamina D se sintetize em vitamina D, na absorção do cálcio, que entra na formação de ossos, músculos, ligamentos, paredes de artérias e em todas as estruturas do organismo. b) Vida sedentária Sabemos que os ossos são revestidos por cartilagens. As cartilagens são matéria viva e, portanto, consomem nutrientes e eliminam toxinas; não são nutridas por vasos sangüíneos (não há artérias passando por elas), logo, não recebem seus nutrientes nem eliminam suas toxinas como os músculos e a pele: pelos vasos arteriais e venosos; sua nutrição é feita pela circulação de linfa profunda e, nos casos de cartilagens dentro de articulações, pelo líquido sinovial. Sabemos que as atividades físicas aeróbicas são responsáveis pela nutrição e retirada de estressores das cartilagens porque movimentam a linfa extraprofunda (a que circula junto aos ossos). Existem manobras massoterapêuticas que conseguem o mesmo objetivo. Ora, pessoas sedentárias são assim caracterizadas justamente porque não se exercitam convenientemente, daí a dificuldade com a nutrição celular de ossos e cartilagens. c) Excesso de gordura Pessoas com excesso de gordura engrossam o quadro das sedentárias, já explicado acima. Excesso de gordura aumenta a pressão hidroestática interna, prejudicando a circulação de sangue arterial e venoso, e ainda de linfa, o que dificulta ainda mais a nutrição de ossos e cartilagens. a) Raça branca i) Histórico familiar de osteoporose Sem abrir a questão se podemos dividir os seres humanos em raças, falta ainda explicar a ocorrência acentuada de osteoporose nesses dois quadros. Desconhecemos qualquer vestígio genético nestas doenças, logo, pensamos ser maior a possibilidade cultural. Não recebemos culturalmente hábitos, como mais sedentários ou não, por influência da cultura? Podemos considerar que pessoas de pele branca são mais sensíveis aos raios solares, logo, expõem-se menos, o que pode contribuir para a redução dos índices de vitamina D. Podemos ainda pensar que os locais em que menos ficamos expostos ao Sol, como os países nórdicos e o Canadá, predominam pessoas de raça branca e que esta raça é menos densa nos trópicos. Assim estou ainda por definir estes dois casos. Conclusão Mais uma vez encerro um texto com questões. Por que tantas patologias, como a osteoporose, são tão mal explicadas? Por que se omitem tanto os motivos que podem gerar uma patologia (geralmente priorizam-se os genéticos e os naturais)? Por que se valorizam tanto as síndromes, que muitas vezes apenas relatam sintomas, e se dá pouca atenção aos motivos dela? Para entrevista com o psicólogo Carlos Roberto Serrão Haddad, agende pelo e-mail haddad@ibted.com.br ou pelo telefone (21) 9187-3020. |
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