| Tratamento Complementar | |||||||
| Hipertensão | |||||||
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Reações Simpáticas na Hipertensão Arterial Para compreender a importância desse mecanismo, vejamos como se forma a hipertensão arterial, mal que se instalou soberbamente na população do século XX, e outras patologias, muitas já reconhecidamente de fundo psicossomático. Vejamos as seguintes informações:
Nosso sistema nervoso é divisível por dois: o autônomo (SNA) e o central (SNC). O SNA, sob a régie do hipotálamo, está relacionado ao controle da vida vegetativa: controla funções como a respiração, a circulação do sangue, a temperatura, a digestão e a homeostase (capacidade de se adaptar ao meio, como contrair-se em locais mais frios para não perder calor ou suar para eliminá-lo em locais mais quentes). O SNA, por sua vez, se divide em simpático e parassimpático, sistemas regularmente antagônicos e complementares em suas funções; em ambos, o mediador químico da sinapse preganglionar é a acetilcolina, porém, o mediador químico do neurônio posganglionar é a adrenalina no simpático e a acetilcolina no parassimpático. Possuem anatomia facilmente diferenciável mas ainda há algumas polêmicas quanto aos mecanismos de ação: muitos acreditam que o SNA é o único responsável pela percepção de parâmetros como pressão, tensão, temperatura etc; outro grupo acredita que os sistemas sensoriais são os responsáveis pela percepção dessas condições no organismo e que, posteriormente, através do sistema nervoso central essa informação é repassada ao sistema nervoso autônomo que irá agir para o controle do equilíbrio corporal. Pode parecer desnecessário a terapeutas alternativos e psicólogos reconhecer esses mecanismos: se é o simpático, ambos, simpático e parassimpático, ou os sistemas sensoriais os responsáveis pela percepção, mas esses profissionais atuam nas sensações perceptivas e muitos sabem que é a partir da percepção que o nosso organismo reage promovendo quase todas as doenças. Quando o mecanismo perceptivo for devidamente identificado assim como os mecanismos de ação das psicoterapias e das terapias alternativas, estas finalmente terão o destaque que merecem. O SNA recebe o título de autônomo não porque trabalhe em separado do restante do sistema nervoso, mas por que não depende da nossa vontade. E é muito atuante nas funções que acreditamos serem conscientes. Pense em ir beber um copo d’água. O ato é consciente, mas não os movimentos. Não controlamos racionalmente cada um dos músculos que utilizaremos para nos levantar, andar até a geladeira, abri-la, pegar a garrafa, encher o copo e beber a água. Tampouco administramos racionalmente a queima calórica que esse ato provoca. Assim as funções autônomas estão atravessadas em praticamente todos os atos humanos. É por causa deste fato que dizem que utilizamos apenas 1 ou 5% do nossos cérebro. O restante funciona sozinho. Uma perda de 2 a 5% dos neurônios do nosso cérebro é suficiente para provocar dificuldades de raciocínio e problemas viscerais, logo, se não estivéssemos utilizando todos os nossos neurônios, não estaríamos saudáveis. Mesmo que a quantidade de sinapses no cérebro, como se calcula, possa chegar a número próximo do infinito, se faltarem apenas 5% dos neurônios, o organismo terá razoáveis dificuldades.
Nosso interesse é em uma de suas principais funções: reações do corpo frente a situações de ameaça, quando o simpático e o parassimpático são responsáveis por reações bem diferentes. No caso de o homem se sentir sob qualquer situação de ameaça, teremos seu sistema nervoso simpático acionado. Destaco, entre outras, apenas as reações do nosso interesse: - aumento do batimento cardíaco; Estas reações ocorrem em maior ou menor grau conforme a gravidade da situação. Um mosquito que voa ao seu lado poderá atrair-lhe a atenção pois pode agredi-lo; provocará que suas pupilas dilatem etc, mas certamente o cachorro do vizinho que fugiu e vem em sua direção latindo ferozmente, provocará um outro nível de reação, apesar de serem basicamente as mesmas. Por isto a relação de reações acima possui as opções de redução e parada. Reduz a medida em que a situação de ameaça aparenta perigo; quanto maior o perigo, maior a redução, podendo chegar à parada da função. Mas não são só o mosquito e o cão que podem nos ameaçar. Nossa vida, de forma geral, possui muitas situações de risco: - Lemos uma matéria sobre crimes hediondos num jornal e pensamos “Podia ser comigo!!!” Ora, fácil perceber que quase todos os dias, senão todos, acionamos o simpático. Ou seja, sofremos aumento do batimento cardíaco, da pressão sanguínea e da contratura muscular enquanto temos redução da atividade do pensamento e das funções digestivas e geniturinárias. Memorize estas reações porque serão utilizadas em outra parte do texto.
O ser humano é condicionável, como todo animal. A criança leva muitos tombos e gasta meses até aprender quais os músculos que precisa usar para poder ficar de pé ou andar e qual a tensão que precisa aplicar a cada um deles para os seus movimentos. Quando aprendemos a dirigir precisamos analisar e aprender qual o movimento provocado no carro decorrente do movimento que fizemos no volante. Temos de prestar atenção ao barulho e esforço do carro para trocarmos de marcha. Temos de lembrar qual é o pedal de debrear, qual o do acelerador e qual o do freio. Temos de treinar para sabermos qual a pressão que devemos exercer em cada um deles. Precisamos prestar atenção nos carros que estão à frente, ao lado e atrás. Temos de prestar atenção às ultrapassagens. Temos de observar e registrar o que vemos pelos espelhos retrovisores interno e externo. Temos que saber o que nos diz cada placa de trânsito. Temos de prestar atenção ao instrutor e outros aprendizados concomitantes. Ainda bem que temos o instrutor para nos ajudar! Depois de aprendido, de condicionado, podemos dirigir até namorando ou brigando com os filhos, que o risco de acidentes será bem menor. Quem aprende, quem se condiciona, é o sistema nervoso autônomo, que possui uma eficiência bem maior para controlar o corpo, que a razão. Uma datilógrafa eficiente poderá ter dificuldades de continuar seu trabalho se o chefe ficar ao seu lado e ela tentar controlar racionalmente (com o córtex) o ato de datilografar para não errar. No livro Teoria do Reforço, Keller dá os seguintes exemplos: ¨ -Caso I: Suponha que numa sala aquecida sua mão direita seja mergulhada numa vasilha de água gelada. Imediatamente a temperatura da mão abaixar-se-á, devido ao encolhimento ou constrição dos vasos sanguíneos... digamos em intervalos de três ou quatro minutos; e, além disso que você ouça uma cigarra elétrica pouco antes de cada imersão. Lá pelo vigésimo pareamento a mudança de temperatura poderá ser eliciada apenas pelo som - isto é, sem necessidade de molhar uma das mãos. -Caso II- Imagine agora uma pessoa sentada diante de uma pequena tela de cinema em uma sala silenciosa. Na tela, durante períodos de um minuto, aparece projetada em intervalos irregulares uma palavra em letra de forma.Durante o mesmo período de um minuto chumaços de algodão serão colocados debaixo da língua da pessoa de modo que se embebam de certa quantidade de saliva, que será exatamente determinada pela diferença de peso do algodão no começo e fim de cada minuto. Depois, na mesma sala , mas sem chumaços de algodão que atrapalhem, convidar-se-á a pessoa para uma série de petiscos durante os quais a palavra continua a ser intermitentemente projetada na tela em frente. Finalmente ... com os chumaços outra vez no lugar, a palavra será outra vez projetada por outro minuto - período de teste - e a salivação será medida como antes. Resultado: a palavra projetada elicia agora muito mais saliva do que antes. Caso III- Imagine ainda outro sujeito ... usando fones no ouvido e que tem eletrodos presos à mão esquerda, de modo a permitir a aplicação de um choque elétrico. Outros eletrodos, presos ao tórax e à perna esquerda, estão ligados a um cardiógrafo, para prover um registro das batidas do coração. Quando tudo estiver pronto, um som de altura e tonalidades moderadas chegará ao ouvido do sujeito durante o período de um segundo. Seis segundos mais tarde, um choque elétrico estimulante será aplicado em sua mão. Esta combinação de som seguido de choque será repetido onze vezes, em intervalos de um ou dois minutos. Lá pelo décimo pareamento, o batimento cardíaco do sujeito cairá de quinze a vinte batidas por minuto, dentro de um segundo mais ou menos, depois de ter ouvido o som, e antes que o choque seja sentido. Estes três casos foram tomados de experimentos reais. Cada um é exemplo de aprendizagem ...¨ Já sabíamos que o organismo humano aprende (é condicionável). Agora sabemos que as reações simpáticas e parassimpáticas o são!
Tragamos de volta as reações simpáticas que destacamos anteriormente: aumento do batimento cardíaco, da pressão sanguínea e da contratura muscular enquanto temos redução da atividade do pensamento e das funções digestivas e geniturinárias. O que você acha que pode ocorrer quando se aciona o sistema nervoso simpático com frequência, digamos: alguns anos de trabalho sob pressão no mesmo emprego, medo constante de ser assaltado, posição necessariamente agressiva diariamente no trabalho ou na vida ou discussões constantes? Agora agrave a situação de ameaça colocando uma discussão com o cônjuge, atritos com os filhos ou uma fase financeira mais difícil, como quase sempre percebemos nas queixas daqueles que tiveram seus picos hipertensivos. Fases difíceis (aumento da sensação de estar ameaçado) sempre estão associadas ao início deste quadro. Conforme documentários médicos, quase 90% dos casos de hipertensão arterial são essenciais (sem causa reconhecida); conforme observações de leigos, pelo menos 90% dos casos desse mal ocorre quando a pessoa está sofrendo situação crítica. Não é preciso ser um gênio para associar as duas situações: o acionamento do simpático e o condicionamento da hipertensão. O aumento do batimento cardíaco é reconhecido como comum em situações de estresse tanto quanto o aumento da pressão sanguínea. Queixas de perda de memória, dos reflexos ou de raciocínio são comuns em quadros de estresse. Quanto a dificuldades digestivas e geniturinárias, não faltam males relacionados a estes sistemas. Contração muscular e outras reações para preparar o indivíduo para lutar ou fugir, de modo a defender-se, podem gerar vários males. Músculos contraídos prejudicam a coluna, atrofiam a cadeia muscular antagônica, prejudicam a circulação de linfa e sangue, os problemas circulatórios podem estar por trás de males como depósito de cálcio, de ácido úrico e vários outros; com destaque ás tendinites, bursites, edemas... Pelo menos 90% dos males e doenças humanos podem ser relacionados às disfunções do simpático. Não só a hipertensão arterial pode ser explicada como reação de condicionamento do sistema nervoso autônomo, mas também muitas outras dores e doenças: falta de memória, dificuldade digestiva, contratura muscular, dificuldades geniturinárias e vários outros males que envolvem o sistema nervoso autônomo, podem ser produzidos a partir do condicionamento. Podemos até especular que o diabetes também pode ser um condicionamento. William Dufty, em seu livro Sugar Blues, marca historicamente que os casos de diabetes foram registrados nos povos a partir do consumo de açúcar branco. Sabendo que o diabetes melitus é um distúrbio em que o organismo não mais produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicose, por que não podemos falar em organismo condicionado à circulação de glicose, que não mais a reconhece em excesso? Até quanto ao uso de fraldas geriátricas, podemos pensar que, em alguns caso, é condicionamento. Este alerta foi dado pelo professor Bartolomeu Alberto Neves. Duas coisas podem estar em questão quando alguém começa a utilizar fraldas geriátricas: sistema nervoso e músculos. Esgotamento, sequelas neurológicas e desgaste emocional, juntos ou separados, não só prejudicam os impulsos nervosos como podem afetar a consciência, mas não serão desenvolvidos neste texto. Nosso alerta é com o tônus muscular. Com o passar dos anos, a perda da massa muscular pode chegar a ponto de, apesar da pessoa contar com o sistema neurológico e a consciência razoavelmente preservados, os músculos não corresponderem aos impulsos. Por prevenção, costumamos recomendar exercícios fisiológicos regulares e divulgar esta questão. Qual seria a sequela de se relaxar todos os dias, com um produto químico? O que aconteceria se, não por uma semana ou um mês, mas por vários anos, alguém tomasse um remédio para retirar o tônus muscular? Imagine alguém no seu dia a dia, andando, tomando banho, conversando e trabalhando. Agora retire um pouco, quase nada, do tônus muscular ou da sensibilidade neurológica, apenas o suficiente para aliviar uma dor ou mal estar. Dia a dia, como o hábito de escovar os dentes. Não vai dar para perceber, em poucos dias, nenhuma mudança. Não é uma situação fictícia, imaginária. Estamos falando dos inúmeros casos de pessoas que se valem de remédios sem contra indicação, como o dorflex ou a aspirina, diariamente, para aliviarem alguma dor. Esses remédios, sem qualquer registro de sequela mesmo que tomados por anos, podem ser responsáveis pela diminuição do tônus muscular. Não têm a bexiga e os intestinos seus músculos? Sem estudos, nada pode provado (ou comprovado), logo, apenas por precaução, convém buscar outros recursos para o alívio de dores e sintomas. As reações simpáticas aqui descritas já foram há muito associadas a muitas patologias, mas por outro mecanismo: o estresse. Avaliando o estresse e os neurotransmissores envolvidos, concluímos que esse quadro corresponde a uma sobrecarga das reações simpáticas em detrimentos das parassimpáticas. E só. Prefiro relacionar as patologias diretamente com o sistema autônomo por motivos óbvios: esclarece os processos de adoecimento e cura do organismo, inclusive o do próprio estresse. O que abre valor a outros protocolos que não apenas os medicamentosos. Para entrevista com o terapeuta Carlos Roberto Serrão Haddad, agende pelo e-mail haddad@ibted.com.br ou pelo telefone (21) 9187-3020. |
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| IBTED
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