Tratamento Complementar
Espondiloterapia

Espondiloterapia - um tratamento visceral

Por Carlos Roberto Serrão Haddad - haddad.ibted@gmail.com

Como problemas de coluna promovem disfunções hormonais e viscerais

 

Espondiloterapia

No princípio do século XX vários médicos se dedicaram ao estudo da relação entre a coluna e problemas viscerais e hormonais. Parte disto pode ser encontrada nas obras de quiropraxia, uma técnica que teve origem na mesma época e que se fundamentava no mesmo princípio.

Sabemos que existe ampla comunicação entre as células do corpo e o cérebro. Além dos neurônios que comunicam o estado e como andam as funções de cada um das viscerais, contamos ainda com mensageiros: produtos químicos que promovem produção ou inibição de hormônios com a finalidade regular funções viscerais. Falta ou excesso de glicose, oxigênio, adrenalina, sal, glicose, proteínas, sais minerais, demais hormônios podem ser percebidos e regulados. O que não é nenhuma novidade.

Os neurônios possuem papel importante nesse sistema. Todos os que enervam vísceras passam pela coluna para se comunicar com o cérebro. Para ser mais exato, por forames, pequenas depressões entre nas cartilagens da coluna e junto aos ossos, fazendo sinapse (comunicação entre neurônios) e tomando um tracto (caminho) na medula que tem a ver com a origem, a função e o destino desse neurônio.

Também não é novidade que esses neurônios podem ser comprimidos. Problemas de coluna como listeses (deslizamento), hérnia de disco (prolapso do núcleo pulposo, algo gelatinosos que fica dentro dos discos de cartilagens), estenoses (estreitamento no canal onde passa a medula, com a compressão dela) e artroses costumam comprimir os neurônios dentro ou no momento de sua passagem para dentro da coluna (medula).

Esses profissionais – quiropraxistas e médicos espondilistas – procuravam a cura das doenças viscerais utilizando recursos que visavam aliviar essas compressões. Os médicos espondilistas promoviam percussões (batidinhas) sobre ou entre as vértebras durante alguns minutos para promover sedação ou estimulação visceral enquanto os quiropraxistas aplicavam alongamentos e trancos que costumam estalar a coluna. Na atualidade encontramos ainda os quiropraxistas em alguns países, mas esta técnica vem sendo absorvida pelos profissionais osteopatas (médicos e fisioterapeutas).

No princípio do século XX, os quiropraxistas se tornaram modismo nos EUA. Contabilizavam manobras para todos os males que conhecemos, inclusive até para espíritos obsessores.

Louis Van Steen¹ remonta a reflexologia vertebral a 1912 nos trabalhos do Dr Abrams, seguido dos doutores Regnault (1927), Leprince (1931) e Soulier de Morant (1939).

Em sua obra (referência abaixo) vemos em que espaço discal os doutores faziam percussões visando aumentar as atividades hepáticas, diminuir o peristaltismo, facilitar a produção de suco gástrico, aliviar dores de cabeça e muitos outros objetivos.

Na atualidade e no Brasil, Rubens Balestro vem utilizando este título - espondiloterapia. O site soscorpo afirmava que foi ele o criador da técnica. Sei que utiliza as percussões digitais e que incluiu outras coisas importantes, como a consciência do cliente.

Outro trabalho brasileiro e também com título de mentor da espondiloterapia em acordo com site Instituto Aurora é o professor de yoga Helder Carvalho, com respeitável currículo em terapias alternativas.

 

Pesquisa que gostaria de ver

Se sabemos que as compressões nervosas prejudicam as sinapses e que elas são importantes na comunicação entre as vísceras e o cérebro, por que não pesquisam a importância de manobras de osteopatia/quiropraxia ou mesmo as percussões da espondiloterapia e as orientam em complemento aos medicamentos para corrigir as funções viscerais?

Para entrevista com o terapeuta Carlos Roberto Serrão Haddad, agende pelo e-mail haddad@ibted.com.br ou pelo telefone (21) 9187-3020. 

As referências foram retiradas dos sites em 16/02/10.


¹ Steen, L. Van. O reflexo vertebral – técnica das percussões e terapêutica. Andrei Editorial: São Paulo, 1983. Pg. 13.

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