Terapia Alternativa
Prática com Esparadrapo

Esparadrapo em Dor Articular
Por Carlos Roberto Serrão Haddad
Extraído da obra Terapia do Esparadrapo

A Técnica do Esparadrapo consiste em aplicar tirinhas de esparadrapo, sem medicamentos, sobre a pele com fins terapêuticos.

Esta terapia é muito recente: seu criador, o médico acupunturista japonês Dr Nobutaka Tanaka, fez sua primeira observação em 1980, começou a praticar essa técnica cinco anos depois, data que prefere marcar como o início do método, e apenas em 93 fundou a primeira associação Spiral Tape. Mesmo assim já está internacionalmente famosa. Não é para menos: sua eficácia é algo surpreendente.

O criador destaca a eficácia do método nas dores artromusculares e na otimização do rendimento de atletas, até porque foi graças a um atleta que o método ganho reconhecimento nacional (no Japão), mas esse método tem sido utilizado em inúmeros males: até em distúrbios da fala e quadros de tristeza, cefaléia ou depressão, com sucesso espantoso.

Contudo, as explicações seguem os princípios energéticos usados e abusados em terapias orientais: pouco se explica conforme a fisiologia. Não que não pudéssemos, mas parece mais glamoroso lidar com energias especiais, milenares ou recém descobertas, do que com esse monstro: a Fisiologia. E bem mais fácil também.

Como o que importa é a eficácia no alívio de dores, sugiro que o leitor não se acanhe e experimente alguma prática.

Um dos protocolos mais simples é a grade articular, muito eficaz no alívio de dores e na reabilitação articular. Como as contra-indicações são em quadros de alergia ao esparadrapo e em peles muito sensíveis (anciãos e bebês), sem possibilidades de prejuízo ao modelo, a experiência costuma ser muito produtiva desde que se evite os quadros contra-indicados (requerem esparadrapo antialérgico e algum conhecimento complementar).

 Como fazer

Adquira um rolo de esparadrapo e uma tesoura, preferencialmente sem ponta.

Identifique dor em alguma articulação de um parente ou amigo.

Limpe bem a área a receber o esparadrapo. Se não puder lavar com água e sabonete, use álcool e friccione com uma toalha.

Picote o esparadrapo com largura aproximada de 6 mm. Ao puxar este picote, se soltará, do rolo de esparadrapo, uma tirinha.

Aplique primeiro longitudinalmente sobre a articulação pelo lado externo, onde a pele é mais grossa e pigmentada, fazendo o desenho conforme a figura. A distância entre as tirinhas é de aproximadamente a sua largura e, no máximo, duas vezes.

Não deixe o esparadrapo esticar a pele ou ficar enrugado sobre ela. Se isto acontecer, solte e reponha a tirinha. Se necessário, dobre um pouquinho a peça (joelho, cotovelo ou dedo) para que a pele não fique enrugada.

Depois aplique transversalmente. O espaço pode ser de até quatro vezes a largura.

Para finalizar, aperte bem todas as tirinhas contra a pele.

Recomende que fique por quatro dias para que a ação sobre o mecanismo de compensação muscular seja efetiva. Avise que pode lavar (tomar banho), evitando apenas imersão (piscina).

Vocês vão se admirar com os resultados.

Contraindicações

Repetindo para não esquecer.

Caso a pessoa relate queimação ou alergia, o protocolo deve ser prontamente retirado.

Evite em pele frágeis (bebês e pessoas com idade muito avançada).

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